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TRABALHOS SOBRE ÁGUAS

 

 

Sugestão para o Plano das Bacias PCJ 2008/2020

ADEQUEST Inibidor de Corrosão e Incrustação

Extração Minerária & Recursos Hídricos - (cap. 1)

Água e Vida

Outros trabalhos sobre água - Prof Jorge Rios

Consciência sobre a Água

A Responsabilidade do Homem no Planeta Criado por Deus

A Questão da Gestão dos Recursos Hídricos no Brasil

O Nordeste e suas Chuvas Irregulares

As Chuvas de Janeiro no Nordeste

O Nordeste e as Chuvas de Janeiro

Poços para a captação de água

Renascimento do Projeto Billings

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sugestão para o Plano das Bacias PCJ 2008/2020

 

(*) Massao Okazaki Eng. Civil

Hidroanel Centenários das Imigrações
Todos os países do planeta Terra, em regime de mutirão, unidos para enfrentar a questão da poluição das águas:

   

   

  

Obs: As duas últimas bandeiras são da União Européia e da ONU e representam os demais países.

INTRODUÇÃO

Peço licença às autoridades, à academia, aos técnicos especialistas em saneamento e aos ambientalistas para formular mais esta proposta que faz parte da série de propostas voltadas para melhorar a qualidade das águas do Alto Tietê de maneira sustentável e garantir um grande incremento de água bruta de qualidade e quantidade para a RMSP e Baixada Santista denominada de “Renascimento do Projeto Billings” para os próximos 20 anos.

Esta proposta é uma extensão de uma sugestão semelhante apresentada ao plano de bacias PCJ - 2004/2007 em consulta pública realizada na cidade de Extrema/MG no dia 26/04/2005.

Renascim. do Proj. Billings & Reversão do rio Pinheiros no sistema “vai-vem”

Recomendo contemplar no Plano das Bacias PCJ 2008/2020 o encaminhamento de uma moção ao Exmo. Sr. José Serra, Governador do Estado de São Paulo e ao Exmo Sr. José Inácio Lula da Silva, Presidente da República contendo a seguinte proposta: reverter o rio Pinheiros de uma forma inédita, muito diferente do sistema que vem sendo adotado até agora.

A reversão proposta no sistema “vai-vem” ou “duas mãos” se encontra detalhada no conjunto de artigos propositivos com as iniciais “Renascimento do Projeto Billings” indicados no rodapé.

Resumindo, simplesmente, contemplar já o início da despoluição do rio Tietê, como uma forma de solucionar a questão das novas fontes de recursos hídricos para a RMSP.

Os princípios básicos desta proposta poderão ser aplicadas na recuperação de todos os demais rios brasileiros que estejam assoreados e poluídos.

Tópicos da proposta:

1-- Mostrar que a questão do abastecimento de água já se encontra em situação crítica em nossas bacias, para comprovar isso, basta ver os relatórios da Cetesb e as análises das próprias empresas de saneamento da nossa região;

2-- Resolver a curtíssimo prazo a questão dos recursos hídricos da RMSP para que esta dependa menos do Sistema Cantareira, já, e possamos garantir água de qualidade para os próximos 5 anos e encher as represas de abastecimento das bacias PCJ e do AT nos próximos períodos chuvosos;

3-- A curto e médio prazo, garantir água de qualidade para as bacias PCJ e Alto Tietê, nos próximos 20 anos;

4-- A médio e longo prazo, buscar e garantir águas para essas mesmas bacias para os próximos 50 anos;

5-- Considero que a RMSP não pode mais continuar desperdiçando quase todas as águas de chuvas que caem em sua bacia, a jusante dos atuais sistemas produtores da RMSP;

6—Em anos chuvosos como o atual, 2007/2008, estimo que a RMSP desperdiçou cerca de dois bilhões de m³ de águas de chuvas que poderiam ser acumuladas nas represas já existentes e aproveitadas para abastecimento. Esse volume desperdiçado equivale a um pouco mais de duas vezes a capacidade volumétrica útil total do Sistema Cantareira;

7-- É muito comum o rio Tietê apresentar uma vazão média acima de 600 m³/seg, em períodos chuvosos na barragem de Pirapora e a EMAE tem uma estrutura de reversão em Pedreira de 395 m³/seg, hoje ociosa, só usada em dias de chuvas fortes na RMSP, a presença de entulho e lixo impedem em certas ocasiões atingir essa vazão;

8-- Atender de fato a constituição estadual que proíbe a reversão, mas exige também que a Billings se torne realmente numa represa de abastecimento, é a meta desta proposta;

9-- Hoje, a represa Billings com as águas com pouco movimento (lênticas), se apresentam poluídas agravadas por lançamentos de esgotos clandestinos (ver relatório da Cetesb). A nova forma de reversão vai provocar a movimentação das águas (lóticas) melhorando assim a qualidade de suas águas através do fenômeno da fotossíntese;

10—Com a forma proposta, pretendo melhorar a qualidade das águas dos dois corpos hídricos: Billings e Pinheiros, o que não acontece com o processo hoje utilizado (só subida), o canal não melhora e a Billings recebe impacto negativo recebendo as águas pretas;

11-- Diminuir os riscos de saúde das pessoas que moram e/ou trabalham às margens do rio Pinheiros e do rio Tietê, especialmente em Santana de Parnaíba e Pirapora;

12-- Fazer justiça, pois, os municípios que compõem as Bacias PCJ já se abastecem, há anos, de águas de péssima qualidade, vejam as fotos abaixo e os relatórios no site da Cetesb;

Princípio básico da proposta:

Promover movimento e o encontro das águas do Pinheiros com a da Billings antes da reversão, ou seja, numa primeira etapa, resultando em águas com padrão de qualidade semelhante ao do rio Piracicaba, entre Americana e Piracicaba, em épocas de estiagem.

Este trabalho visa também mostrar que os municípios das bacias PCJ já reciclam e bebem as águas utilizadas pelos municípios a montante e que os municípios da RMSP (Alto Tietê) poderão fazer o mesmo com toda a segurança. Essa meta poderá ser alcançada revisando os processos de tratamento de esgotos, adotando o sistema misto de esgotamento e implantando novos sistemas produtores utilizando estruturas já existentes.

Hidroanel Centenários das Imigrações:

Com esse nome pretendo deixar registrado o Centenário da Imigração Japonesa ao Brasil e os demais Centenários das Imigrações de outros países que já ocorreram no passado, por exemplo, dos portugueses, espanhóis, franceses, alemães, italianos e etc.

Tenho certeza de que a tomada de uma atitude corajosa como esta terá o apoio de todos, pois, convenhamos a atual situação, especialmente, de Santana de Parnaíba e de Pirapora do Bom Jesus não pode mais ser tolerada por mais um dia sequer.

Este trabalho voluntário é uma forma de retribuir a esta terra e seu povo maravilhoso que acolheu a meus pais e demais patrícios e que aqui puderam lavrar este solo e criar seus filhos.

Baixada Santista:

Consagrado esse tipo de reversão, poderemos resolver o problema da fonte de água doce bruta para abastecimento público, a curto prazo, também para a Baixada Santista que sofre também com o problema da cunha salina.

As indústrias de Cubatão padecem do mesmo problema e o Sistema Billings poderá então fornecer água doce em abundância para a Baixada Santista.

A EMAE poderá nos horários de pico acionar a Henry Borden a pleno vapor.

Absolutamente nada será desperdiçado, as águas liberadas pela EMAE irão aumentar a biodiversidade planctônica na Baixada, especialmente no mangue.

Os plânctons irão liberar mais DMS ao ar o que vai ajudar na formação de nuvens na Baixada Santista e que irão subir a serra colaborando na ocorrência de chuvas no planalto. São Paulo voltará a ser novamente a terra da garoa na sua plenitude.

Obtido sucesso poderemos pensar no envio de parte das águas da Billings para o Sistema Alto Tietê: Interligação Braço Rio Grande da Billings com a Represa Taiaçupéba.

Esboço do Hidroanel Mário Covas:

 

Atuais sistemas produtores:

Novos sistemas produtores:

 CO = Cotia PO = Ponunduva - represa de Pirapora 
 GU = Guarapiranga ES = Edgard Souza / Lagoa de Carapicuiba 
 RG = Rio Grande PE = Pq. Ecológico / Lagoas de Portos de areia 
 RC = Rio Claro BI = Efetivar a Billings para abastecimento 
 AT = Alto Tietê  
 CT = Cantareira  

A interligação RG – AT vai coroar o hidroanel e sua execução parece ser simples, pois, ambas apresentam cotas máximas bem próximas e há um ramal ferroviário interligando as duas regiões por onde poderia passar a adutora.

Assim estará garantido água para os próximos 50 anos ou mais.

Para tanto teremos que rever alguns conceitos que abordei nas outras propostas e nos artigos relacionados no rodapé.

A ligação BI – GU (adutora Taquacetuba) já existe, ela está tracejada, pois, proponho com aumento do nível das águas da Billings verificar se poderemos aumentar a sua vazão de envio para o Guarapiranga para termos sempre água vertendo em sua barragem com ligeiras modificações e sem investimentos pesados. Objetivo é manter o Guarapiranga sempre a 100 % de sua capacidade e provocar com isso muita movimentação em suas águas. A atividade recreativa vai ser favorecida nessa represa.

Rio Piracicaba, ponto de captação de Americana, mesmo em período chuvoso, as águas se apresentam marrons-escuras e com muito material em suspensão. A qualidade ruim dessas águas, fora do padrão exigido pelo Conama 357 para abastecimento, pode ser confirmada nos relatórios da CETESB.

Rio Aibaia, Valinhos, Km 122 da rodovia Dom Pedro. Águas marrons com muitas partículas orgânicas em suspensão e ainda vai receber as águas poluídas do ribeirão Pinheiros contendo esgoto de Campinas (Samambaia), Vinhedo e de Valinhos. Poucos quilômetros abaixo fica o ponto de captação da Sanasa de Campinas.

Outro esboço da proposta:

Outros artigos e referências:

Extração Minerária & Recursos Hídricos (cap. 2)
Comparação entre o número de atividades extrativas de areia
em operação na região metropolitana de Paris/França
e da região metropolitana de São Paulo – RMSP
http://www.webcentral.com.br/massao/pg012.html
Lagoa de Carapicuíba, Sílica a Tábua de Salvação do rio Tietê
http://www.webcentral.com.br/massao/pg017.html
Renascimento do Projeto Billings 2ª parte – Fenômenos Naturais Envolvidos”
http://www.uniagua.org.br/website/default.asp?tp=1&pag=cont_050407.htm
Entrar no site de busca http://www.google.com.br/ com os seguintes títulos:
Renascimento do Projeto Billings Milagre Ponunduva
Renascimento do projeto Billings – Salvinias no braço rio Grande
Renascimento do Projeto Billings – Barragem de Pirapora
Perda de água por ação microbiana
Renascimento do Projeto Billings - Uma questão de Justiça

(*) Massao Okazaki – Bacharel em Eng. Civil - Mack/77 Pesquisador livre e voluntário, desde o ano 2000, na questão dos recursos hídricos e dos problemas socioambientais - Membro do Comdema de Jundiaí desde 2003. PS: A presente proposta está sendo analisada voluntariamente pelo Dr. Luiz Fernando Charbel – USP/Piracicaba.

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ADEQUEST Inibidor de Corrosão e Incrustação

 

INTRODUÇÃO

É um produto à base de polifosfato e ortofosfato sódico utilizado para inibir corrosão, depósitos e incrustações em superfícies metálicas de linhas e equipamentos de sistemas de uma só passagem, servido por água potável.

O ADEQUEST é atoxico, atua em faixa de pH entre 5 e 11, tem ação quelante sob íons metálicos, tais como ferro, manganês, cobre, chumbo, cálcio e magnésio. O filme protetor que se estabelece nas superfícies metálicas é mono molecular e de espessura auto limitante.

O ADEQUEST tem a propriedade de minimizar o processo de corrosão sob depósito e de remover antigos depósitos, particularmente, aqueles devido aos sais de cálcio e magnésio.

MECANISMO DE ATUAÇÃO

O ADEQUEST é um inibidor de corrosão catódico e anódico. Trata-se de um polímero inorgânico linear com a seguinte fórmula estrutural:


             O                          O

             ||                            ||

NaO ----- P --------[---- O ------- P ---------]----------- ONa

                                                      X

             |                            |

          ONa                       ONa


Onde: X= 12-14

O fósforo (P) é pentavalente nesta molécula que contém grupos de fosfatos tetraedricamente coordenados a átomos de oxigênio compartilhados.

Em solução aquosa o polifosfato se ioniza formando anéis de quelatos entre dois fosfatos tetraédricos quaisquer adjacentes.

O filme protetivo se desenvolve através da formação de um complexo coloidal carregado positivamente, que migra para o cátodo constituindo uma barreira protetiva amorfa. O complexo catiônico é definido pela admissão que íons divalentes, principalmente o cálcio, inserem-se dentro da cadeia do polifosfato, estabelecendo a estrutura mostrada a seguir:


                O                O ----

                 ||                  |

---- O ---- P ---- O ---- P ----O ----

                 |                  ||

                O                O

                         M

                O                O

                 ||                  |

---- O ---- P ---- O ----- P ----O ----

                 |                  ||

           ----O                O


Onde M = Ca, Mg e Fe

O mecanismo de inibição de incrustação pelo ADEQUEST é baseado no efeito “THRESHOLD” (limiar). Estudos da cinética de precipitação de sais de baixa solubilidade tem postulado a seguinte sequência de eventos: Primeiramente ocorre a nucleação com a formação de um determinado número de partículas microcristalinas do sal incrustante; o segundo passo começa com a adsorsão de uma camada de íons na superfície da partícula, permitindo a deslocação e a orientação parcial antes de eles serem instalados no cristal. Quando o tamanho das partículas originais aumenta, elas aproximam-se e juntam-se num processo chamado coagulação. Finalmente, há um processo competitivo em que as partículas crescem às custas das partículas menores.

A incrustação e a deposição químicos cristalinos podem ser controlados através de duas maneiras:

1. Pela introdução de uma impureza no cristal, a medida que ele se forma, que bloqueia o crescimento adicional.
2. Pela adição de íons que podem ser adsorvidos na superfície do cristal, retardando ou interferindo no seu crescimento.

O crescimento do cristal é controlado por um processo na superfície da partícula, e não por difusão. Assim a efetividade do inibidor de incrustação depende sobretudo da tenacidade da ligação de quimissorção que ele forma na superfície das partículas.

O ADEQUEST, portanto, age através de uma reação de superfície, cobrindo os sítios microcristalínicos de nucleação e bloqueia a sua transformação em cristais maiores.

Aproximadamente 1 mg/l de ativo do ADEQUEST pode estabilizar 44 vezes a saturação de equilíbrio do CaCO3. Esta concentração está bem abaixo dos valores estequiometricamente requeridos para complexar a dureza de cálcio.

Em resumo, o ADEQUEST inibe a cristalização do CaCO3 pela supressão tanto da nucleação como do crescimento do cristal, sendo parcialmente adsorvido na sua superfície e parcialmente incluído no núcleo do cristal incipiente.

BENEFÍCIOS ADVINDOS DO USO DO ORTOPOLIFOSFATO DA ADETEC

• O ADEQUEST é atóxico
• Inibe a agressividade da água pela formação de um filme monomolecular de espessura auto-limitante sobre as superfícies metálicas.
• Previne e elimina o problema de água vermelha e de água preta, pela estabilização do ferro e do manganês presentes na água.
• Inibe a deposição de compostos de ferro, manganês, cobre, chumbo, cálcio, magnésio, devido à ação quelante do polifosfato presente no produto.
• Minimiza o processo de corrosão sob depósito e remove gradativamente antigas incrustações, particularmente as de Carbonato de Cálcio.
• O ADEQUEST apresenta elevada performance em ampla faixa de pH (5 a 11).
• Minimiza os custos de bombeamento e de energia elétrica, pois ao remover as incrustações ou evitar que apareçam, a pressão das linhas não aumentará.
• Minimiza os custos com programas de limpeza, reparos e substituição de linhas de distribuição de água.

CÁLCULO DE DOSAGEM

a) Use 1 ( hum) ppm do ADEQUEST para cada ppm de metal bivalente, tal como Fe², Mn², Pb², etc..
b) Use 1 ( hum) ppm do ADEQUEST para cada 200 ppm Ca, expresso como CaCO3.]

Some a e b e adicione 0,30 a 0,60 ppm do ADEQUEST para remoção de depósitos e incrustações e para controle da corrosão.

Fórmula Geral para cálculo de dosagem

Ppm de Produto = [ SOMA M² + ppm Ca (CaCO3)/200] + Cr

Onde: M² ->metal bivalente
         Cr -> concentração residual

 

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Extração Minerária & Recursos Hídricos - (cap. 1)
Seqüência de fotos da lagoa de Carapicuíba demonstra que a extração minerária (portos de areia) pode desempenhar importante função no manejo sustentável dos recursos hídricos

 

Massao Okazaki – Bacharel em Eng. Civil - Mack/77 Pesquisas livres e voluntárias, desde o ano 2000, na questão dos recursos hídricos e socioambientais - membro do Comdema de Jundiaí desde 2003. Propondo desde então uma nova forma de tratar os esgotos domésticos e industriais. Em comemoração do Centenário da Imigração Japonesa ao Brasil.

 

Introdução

O presente artigo faz parte de um pacote de propostas voltadas para melhorar a qualidade das águas do Alto Tietê de maneira sustentável e garantia de fonte de água bruta de qualidade e quantidade para a RMSP e Baixada Santista denominada de “Renascimento do Projeto Billings” para os próximos 20 anos ou mais.

O pacote “Renascimento do Projeto Billings” visa propor também que a RMSP procure reduzir a dependência das águas brutas do Sistema Cantareira cujo compromisso foi assumido pela Sabesp quando da outorga de 2004.

A presente proposta foi apresentada também ao Plano das Bacias PCJ 2004/2007. Nela recomendei que se estude a reformulação, a reativação e o incentivo a instalação de novos portos de areia em nossa bacia que, com o uso de seus equipamentos e suas cavas, poderíamos efetuar o desassoreamento constante dos nossos rios e represas.

Essa importante atividade econômica além de melhorar a qualidade das nossas águas principalmente retirando lixo e entulho dos leitos dos mesmos poderia armazenar as águas em estações chuvosas em suas lagoas e liberá-las, ricos em fito e zooplânctons, aos rios em períodos de estiagem.

Justifico, em minhas visitas ambientais, a partir do ano 2000, aos rios das regiões do nosso estado, SMT, PCJ e Paraíba do Sul, constatei que, após a proibição e diminuição da extração minerária de areia em suas margens ou do próprio leito, a qualidade de suas águas piorou significativamente, inclusive, com redução de peixes.

Revisão de conceitos

Peço licença para chamar a atenção dos pesquisadores, das autoridades e dos técnicos da área do saneamento básico que deveríamos rever o conceito negativo a respeito dos portos de areia que são hoje injustamente considerados impactantes ao meio ambiente aquático.

A seqüência de fotos abaixo prova o contrário, demonstra que os portos de areia e as pedreiras devidamente manejadas podem gerar grandes benefícios ao meio ambiente e à civilização na área de recursos hídricos.

Especial atenção deve ser dada aos finíssimos da extração mineraria (pedreiras e de portos de areia) que contém sílicas e silicatos que são fundamentais, por exemplo, para as algas douradas, entre elas, as diatomáceas que constroem as suas carapaças usando a sílica. Raciocínio idêntico para todos os nutrientes minerais contendo cálcio, magnésio, potássio, fósforo e etc.

Todos os microorganismos aeróbios, decompositores e produtores necessitam de substratos inorgânicos para a sua sobrevivência, portanto, sem os finos da terra, os rios só tendem a ficar cada vez mais poluídos. As propriedades físico-químicas dos colóides do solo são de extrema importância para a fauna e flora aquática, elas dão condições para a promoção das mudanças de camadas tróficas.

Foto nº. 01- Porto de Areia em funcionamento em Dez/2004

Observe na foto 01 a excelente qualidade visual da água na presença da atividade mineraria. Também não há emissão de gases mal cheirosos.

Destaque especial merece os fungos aquáticos que necessitam de substratos para o seu surgimento e são vorazes decompositores de poluentes orgânicos e produzem nutrientes minerais para organismos de camadas superiores, ou seja, dá condições para que ocorra o fluxo de energia voltada para cima.

A referência contida em: http://www.ciagri.usp.br/~luagallo/NITROGE.htm diz o seguinte:

“Várias espécies de bactérias comumente encontradas nos solos são capazes de oxidar a amônia ou amônio. A oxidação do amoníaco, conhecida como nitrificação, é um processo que produz energia e a energia liberada é utilizada por estas bactérias para reduzir o dióxido de carbono, da mesma forma que as plantas autotróficas utilizam a energia luminosa para a redução do dióxido de carbono. Tais organismos são conhecidos como autotróficos quimiossintéticos (diferentes dos autotróficos fotossintéticos, como as plantas e as algas). As bactérias nitrificantes quimiossintéticas Nitrosomonas e Nitrosococcus oxidam o amoníaco dando nitrito (NO2)-“

Foto nº. 02- Construção do dique em Jan/2005

A presença de muitos pescadores indica a boa qualidade da água e a presença de peixes como a tilápia.

Foto nº 3- Após o fechamento do porto de areia

As cianobactérias tomaram conta da lagoa e os peixes sumiram. A piora da qualidade da água é visível e em alguns pontos nota-se a emissão de gases.

Foto nº. 04- Bloom de Microcistys

Num detalhe mais próximo a floração de cianobactérias verdes e a presença de muito lixo nas margens da lagoa.

Foto nº. 05- Situação atual

A lagoa continua recebendo esgoto sem tratamento através de dois canais apesar da ETE Barueri da Sabesp estar situado bem próximo a este local.

Considero que é necessário diferenciar a turbidez decorrente de poluentes orgânicos anaeróbios (ex. Tietê e Pinheiros) em suspensão da turbidez causada por partículas coloidais de terra. O primeiro dificulta muito a fotossíntese, na maioria dos casos chega a extinguir a luz, albedo zero. O segundo (ex: rio Atibaia barrenta) permite a fotossíntese em toda a lâmina d’água pelo efeito Tyndall e movimento Browniano estudado por Einstein, possibilitando assim o surgimento dos microorganismos fotossintetizantes e aeróbios que efetuam a fitodepuração da água.

A presença de um pouco de mata hidropônica, nas margens e no meio da lagoa, é de fundamental importância, elas servem de substrato para microorganismos e de berçário para organismos maiores como os guarus e sapos e que servem de alimento para organismos maiores ainda como as garças.

Conclusão

Considero que chegou o momento de corrigirmos esta grande injustiça cometida contra os portos de areia (extração mineraria como um todo) e reconhecermos o seu verdadeiro valor econômico, social e ambiental. Repetindo, os portos poderiam, inclusive, armazenar águas nos períodos chuvosos, em suas lagoas para, no período de estiagem liberar essas águas para os rios ou, até mesmo, captação direta para abastecimento.

Referências

Com esta referência procuro demonstrar a importância dos colóides do solo (partículas de terra), argilas e siltes, para os microorganismos que cuidam da água e produzem os nossos alimentos. Há muitas outras referências disponíveis na net.
http://www.fam.br/microrganismos/protozoologia_introducao.htm

Introdução aos Protozoários

Os protozoários são importantes para a fertilidade dos solos e do plâncton por excretam amônia e fosfato, em altas taxas, como subprodutos de seu metabolismo. Estudos têm demonstrado que a presença de protozoários no solo incrementa o crescimento de plantas. Alimentando-se de bactérias do solo e de ambientes aquáticos, os protozoários regulam a densidade das populações microbianas, que assim se mantêm em estado ativo de crescimento, o que aumenta a taxa em que as bactérias reciclam a matéria orgânica. Os protozoários são de fundamental importância para a reciclagem de nutrientes essenciais para o plâncton marinho tanto por consumirem cerca da metade do fitoplâncton quanto por excretarem nitrogênio e fosfato.

Protozoários são muito importantes em processos de tratamento de esgotos e efluentes industriais. Em ambos os casos, após os resíduos sólidos terem sido removidos, o líquido remanescente é aerado e decomposto por microrganismos aeróbicos que consomem resíduos orgânicos em suspensão. Efluentes limpos são produzidos na presença grandes comunidades de protozoários ciliados por consumirem ativamente bactérias presentes no fluido e por terem a habilidade de flocularem partículas de matéria e de bactérias em suspensão. Provavelmente, desempenhem funções similares na despoluição de ecossistemas naturais. Existem evidências de que por alimentarem-se de bactérias que degradam petróleo, os protozoários incrementam as taxas de crescimento bacteriano acelerando, desta forma, a degradação do petróleo em acidentes de derramamento de óleo.

Outras referências estão contidas nos outros artigos propositivos:

Fenômenos biológicos e as Estações de Tratamento de Esgotos
http://www.redeaguape.org.br/desc_artigo.php?cod=43
Renascimento do Projeto Billings 2ª parte – Fenômenos Naturais Envolvidos”
http://www.uniagua.org.br/website/default.asp?tp=1&pag=cont_050407.htm
Entrar no site de busca http://www.google.com.br/ com os seguintes títulos:
Renascimento do Projeto Billings - Milagre Ponunduva
Renascimento do projeto Billings – Salvinias no braço rio Grande
Renascimento do Projeto Billings – Barragem de Pirapora Perda de água por ação microbiana
Renascimento do Projeto Billings - Uma questão de Justiça
Renascimento do Projeto Billings – Intemperismo das rochas

 

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Água e Vida

 

Fonte:
http://www.mnbritto.uaivip.com.br/mural/pgmes.htm

 

Desde a minha infância ( e já vai tempo) que ouço falar nas famosas "águas de março". De fato este mês sempre foi marcado pelas chuvas, e, em alguns pontos elas estão ligadas a crenças religiosas, como aquela cultivada no nordeste brasileiro, de que o dia de São José é marcante para a agricultura, pois, se não chove nesse dia ( 19 de março), a roça não prospera e a colheita é fraca.

É ainda no mês de março que os antigos encontraram a visão apropriada para identificar um acontecimento a que denominaram A ENCHENTE DAS GOIABAS, porque os riachos cortavam as vargens, com suas margens sempre cheias de pés de goiabas. Assim, o vendaval que precedia a chuva derrubava as goiabas maduras, e o transbordamento do leito as levava torrenteza abaixo, a caminho do rio maior, que por sua vez desembocava em um outro maior ainda, que, finalmente as levada ao mar. Diziam até, alguns mais ricos em imaginação, que foi justamente dos bichos das goiabas podres, levadas ao mar,que surgiram os camarões, as lagostas etc.

Todavia, esta introdução tem o objetivo de interessar o leitor em um assunto que, justamente neste mês das água, está dominando a imprensa mundial, no Brasil, onde a Campanha da Fraternidade, lançada pela CNBB, em ano anterior, com bênçãos especiais do Papa teve como tema justamente o título desta crônica.

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Na verdade o meu objetivo é colocar para o exame de outras mentes, um ponto que jamais foi esclarecido por tantos quantos abordam o problema do consumo e ou desperdício dágua, com a preocupação de que se trata de elemento esgotável, podendo vir a faltar caso não sejam tomadas as medidas preconizadas, de várias formas, eis que ninguém encontrou ainda a formula exata de solução. Esse ponto, a que me refiro é o seguinte:

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Não haverá jamais, desperdício maior do que o do nosso Rio Amazonas, despejando a cada segundo, 180.000 m3 de água no Oceano Atlântico, ou 20% de toda a água que é levada pela soma de todos os Rios do mundo, aos oceanos todos.

Matematicamente, se o nosso Rio, o maior do mundo, leva 20% de água doce aos oceanos, isto significa que os 100% de água doce, desaguados no ambiente salgado, corresponde justamente a nada menos do que 900.000 m3 por segundo, ou 54.000.000 m3 por minuto ou sejam 54.000.000.000 bilhões de litros por minuto.

Como nenhum consumo ou mesmo desperdício humano atinge a semelhantes cifras, que se referem a apenas um mísero minuto, o leigo, que nada entende, fica pensando se não seria bom "inventar" uma forma de "guardar" toda essa água para que ele continue a dar descargas de 3 minutos no vaso sanitário, tomar banho com hidromassagens 2 vezes por dia, lavar o carro e a calçada todos os dias e assim por diante.

E ele não deixa de ter razão, pois na verdade, ninguém tem se preocupado com essa possibilidade, que seria o retorno das águas dos grandes rios, a partir da sua foz, antes de lançadas ao mar.

Se trazem petróleo do Rio de Janeiro para ser refinado na Refinaria Gabriel Passos, na Grande BH- porque não podem levar água da foz do Rio São Francisco até a zona das secas, se a distância é menor do que aquela projetada para malfadada transposição???

Ademais, a região é propícia para o uso da energia Eólica, o que baratearia o custo da movimentação das bombas.

Espera-se que algum jornalista corajoso tome a bandeira do povo e se torne famoso pela defesa de uma tese justa e perfeitamente factível.

 

 

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Outros trabalhos sobre água - Prof Jorge Rios

 


Clique na imagem acima para visitar o site do Professor Jorge Rios, fazer download do livro "Revitalização de Rios" e conhecer outros artigos sobre água.

 

 

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Consciência sobre a Água

 

Olimpio Araujo Junior

Geógrafo-ambientalista; Diretor de Comunicação da Rede de Comunicação Ambiental EcoTerra Brasil

oaj@ecoterrabrasil.com.br

Fones: (41) 3019.6766 ou (41) 9212 7266

 

Segundo a Organização Mundial de Saúde, no Brasil, morrem atualmente 29 pessoas/dia por doenças decorrentes da qualidade da água e do não tratamento de esgotos e estima-se que cerca de 70% dos leitos dos hospitais estão ocupados por pessoas que contraíram doenças transmitidas pela água.

A superfície de nosso planeta é constituída por apenas 30% de terra firme, os 70% restantes são de água, mas nem toda essa água está disponível para uso humano, 97% são águas salgadas e apenas 3% são doces. Destes, apenas 0,6% são águas doces superficiais sendo que um pouco mais da metade está disponível nos lagos e nos rios. Nosso corpo também é em sua maior parte constituído por água e por isso nossa vida depende diretamente dela.

Cada vez mais vemos crescer a consciência sobre sua importância vital, porém, mesmo sabendo da incomensurável importância para nossas vidas e do risco eminente da falta da mesma, muitos ainda continuam poluindo rios e reservatórios com esgotos domésticos e industriais, retirando vegetação protetora das margens e mananciais, o que apressa seu assoreamento, envenenando com metais pesados e agrotóxicos, construindo em suas margens e modificando seus cursos, além de muitas outras agressões. Ao mesmo tempo, empresas multinacionais, que já entenderam o valor vital da água, resolveram agora embutir um valor econômico, transformando o que deveria ser direito de todos em mais um bem de consumo, um produto para enriquecer ainda mais quem já tem bastante dinheiro.

Imagem: www.educarede.org.br

A natureza, o homem e até mesmo as cidades estão interligados e dependem de um equilíbrio do ciclo da água. Apenas quando tivermos um destino adequado para todo o lixo e todo esgoto produzido nas áreas urbanas, poderemos garantir a conservação de nossos rios e mananciais. Por isso é preciso combater a poluição dos rios, impedir a ocupação irregular de seus leitos e, principalmente, investir em na recomposição das matas ciliares e dos mananciais. A vegetação ciliar, ou matas de galeria, atuam como um amortecedor das chuvas, ajudando o solo a absorver cerca de 99,5% das suas águas, que são posteriormente liberadas lentamente para o lençol freático, mantendo desde mananciais e rios até olhos d’água e nascentes.

A ÁGUA EM NOSSAS VIDAS

A água, como todos sabemos, é um elemento essencial para que a vida exista na Terra. Nenhum ser, animal ou vegetal sobrevive sem ela. Mas esse não é seu único papel na natureza. Como agente intempérico ela molda rochas, modifica paisagens, forma rios, mares e lagos. Sem sua ação intempérica não teríamos o solo que nos dá alimento e é sustentação de grande parte da vida vegetal existente.

A água também enfeita nossos céus. Quem nunca brincou de descobrir a forma das nuvens quando era criança, quem nunca parou para observar as nuvens no horizonte durante o crepúsculo. Na imensidão branca do Alaska, ou no deserto de gelo da Antártida, assim como nos cumes das montanhas a água se apresenta em estado sólido, formando paisagens exuberantes que atraem a curiosidade de milhares de aventureiros.

No ambiente urbano a água tem um papel fundamental, podendo ser fonte de vida ao saciar nossa sede e ajudar em nossa higiene, ou fonte de graves doenças, quando é poluída por nossos próprios dejetos transformando-se em um veículo para micro e macro organismos maléficos.

Ela também é essencial para regular o clima da cidade, pois como tem capacidade de armazenar calor pode colaborar com o arrefecimento da mesma. Em cidades onde a água e a vegetação aparecem com menor freqüência, o micro clima urbano pode variar em até 9ºC a mais do que em ambientes naturais.

A chuva faz parte do ciclo da água, e é graças a ela que muitos de nossos mananciais se mantém abastecidos, que nossas lavouras continuam produzindo alimentos para nossa mesa, porém, ao encontrar o solo impermeabilizado da cidade, o que é uma dádiva para a agricultura pode se tornar um pesadelo para muitos.

A ocupação irregular em áreas de alagamento (várzeas), a poluição excessiva, a retirada indiscriminada das matas ciliares e a própria impermeabilização do solo urbano são responsáveis por enchentes que deixam milhares de pessoas desabrigadas todos os anos. É a natureza dando sua resposta pelos ataques que sofre.

A água no ambiente urbano também pode ter sua função estética e de lazer. Enfeitando praças e chafarizes, formando lagos, ou sendo utilizada em parques aquáticos e clubes, ela também ajuda a melhorar nossa qualidade de vida.

A água é uma grande aliada da vida, mas muitas vezes nós mesmos a transformamos em uma arma por não respeitá-la da forma devida. O futuro de todo o planeta depende dela, e está em nossas mãos encontrar meios para preservá-la.

PERIGO NO PLANETA ÁGUA

Nos últimos 50 anos a população mundial passou de 2,5 bilhões de pessoas para 6,1 bilhões. Estima-se que até 2050 nosso palneta tenha entre 9 e 11 bilhões de habitantes. Com este crescimento populacional, cresce também a demanda por alimentos, por energia, água e recursos minerais, aumentando também a poluição e a degradação ambiental.

Atualmente a proporção de área cultivada por pessoa caiu de 0,24ha/pessoa em 1950 para 0,12ha/pessoa em 2000. Calcula-se que em 2050 a proporção será de 0,08ha/pessoa. A terra agriculturável é cada vez mais escassa e a biotecnologia já provou não ser eficiente no aumento da produtividade.

Dentro deste contexto, nos resta uma grande esperança nos oceanos e nos mares. Dois terços da superfície do planeta estão cobertos por águas salgadas, caracterizando-se como uma fonte importantíssima de riquezas, de energia e principalmente, de alimentos. Se forem explorados de maneira sustentável, os oceanos e os mares podem contribuir em muito com a solução de nossos principais problemas.

Todos os anos são capturados no mundo cerca de 90 milhões de toneladas de peixes, que além de gerar renda para milhares de famílias de pescadores e de comerciantes, ainda ajudam a amenizar a fome e a melhorar a dieta de muitos. Os oceanos também ajudam a estabilizar o clima mundial, são fonte de água potável, após tratamento especial, em muitos países onde a água doce é escassa, e também são considerados uma importante fonte alternativa de energia elétrica e de combustíveis fósseis. Trinta por cento da produção mundial de petróleo provém dos mares, sendo que o Brasil é líder mundial na exploração em grandes profundidades. O transporte marítimo é responsável hoje por oitenta por cento do comércio mundial.

Com todos estes argumentos, fica fácil perceber que a vida e o futuro na Terra dependem também da utilização correta dos mares e dos oceanos, porém, não estamos tomando todos os cuidados que deveríamos. O litoral brasileiro, por exemplo, é famoso por bons e maus motivos. Com suas praias exuberantes e seus portos indispensáveis para o escoamento de nossos produtos, também enfrenta o despejo de esgotos de cidades inteiras além da falta de consciência de muitos turistas e empresas que colaboram diretamente no aumento da poluição. Acidentes com petroleiros também tem colocado em risco nossas águas salgadas. Exemplo disso foram os dois petroleiros, o Erika, ao largo da costa de França, e o Prestige, ao largo da costa da Galiza, que juntos causaram um dos mais graves acidentes ambientais da história.

Alguns poucos homens, na ganância de satisfazer seus desejos capitalistas, já destruíram grande parte dos ambientes naturais de nossos continentes, colocando em risco todos os demais seres humanos, agora, estão acabando com os Oceanos, antes mesmo que possamos conhece-los melhor. Precisamos fazer algo imediatamente, pois é o nosso futuro e o de todas os formas de vida que está em jogo.

VAI FALTAR ÁGUA!

A vida começou com a água e a falta dela pode nos extinguir. Segundo a ONU, até 2025, dois bilhões e setecentos milhões de pessoas vão sofrer severamente com a falta de água. O homem é o grande consumidor de água doce, em média são utilizados 200 litros de água/dia/pessoa, em números aproximados.

Sabe-se que o consumo de uma família na cidade é seis vezes maior que de outra família no campo, porém, o consumo de água na agricultura é responsável por 70% do total mundial. Uma descarga sanitária equivale a doze litros, e para se lavar uma quantidade de roupas na máquina, o consumo aproximado é de 120 litros. Um quilo de carne corresponde a 18.000 litros de água que foram fornecidos direta ou indiretamente ao animal que lhe deu origem, até a carne estar pronta para o consumo.

Graças a esse consumo exagerado, rios famosos como o Nilo ou o Colorado já não conseguem alcançar sua foz na estação seca. Até mesmo o Mar de Aral na Rússia teve seu volume diminuído pela metade devido a utilização de sua água na agricultura. Todos os setores da economia necessitam de grandes quantidades de água, por isso a preservação dos nossos recursos hídricos devem tornar-se prioridade imediata no que se refere à sua qualidade, pois direta ou indiretamente todos dependemos deles.

Um litro de esgoto lançado em um rio deixa centenas litros de água impróprios para consumo. Esse tipo de poluição é responsável por 5 milhões de mortes por ano, causadas por doenças como a cólera e a disenteria. A degradação de nossos recursos hídricos também está diretamente ligada com os desmatamentos, causados pela mineração e pela urbanização. Isso tudo é resultado da irresponsabilidade dos governos, das indústrias e até mesmo da sociedade, que durante anos não respeitaram as legislações ambientais, por desconhecimento ou mesmo pela constante busca do lucro fácil, resultando na diminuição de investimentos no tratamento de seus resíduos.

Através da lei 9.433/97 o uso e a poluição da água começarão a ser cobrados com a intenção de reduzir o consumo e punir quem não se preocupa com a sustentabilidade de nossos recursos hídricos, mas é preciso que a população participe deste processo, tanto na fiscalização, como com denúncias e mesmo com a mudança de seus próprios hábitos, ou não conseguiremos reverter estas tristes estatísticas que podem nos levar a uma catástrofe irreversível.

O PETRÓLEO POTÁVEL

Desde a descoberta da utilização do petróleo como combustível e como matéria prima para a indústria pudemos assistir centenas de conflitos bélicos e comerciais pela disputa do chamado “Ouro Negro”. Atualmente estamos vivenciando a busca por novas fontes de energia, já que a previsão para as reservas mundiais não ultrapassa trinta anos. Porém, as guerras não deverão acabar por esse motivo, muito pelo contrário, a tendência é que elas mudem seu foco para outro líquido precioso, o “petróleo potável”, isto é, a água.

Em muitos países, a guerra já começou há séculos com é o caso do Oriente Médio e Norte da África. Suas populações continuam crescendo e seus reservatórios continuam diminuindo. Com menor valor econômico mas não de menor importância, a água é essencial para a sobrevivência humana, animal e vegetal. Sem ela, todo o planeta corre risco, toda vida existente na Terra nasceu da água e poderá desaparecer pela falta da mesma.

Arte Online/Folha Imagem


Fonte: IWMI (International Water Management Institute)

No Brasil, temos concentrada na bacia Amazônica 16% de toda a água doce disponível no planeta além da maior reserva de água subterrânea do mundo: o Aqüífero Guarani No total, utilizamos apenas cerca de 1% de nossas reservas enquanto a China acompanha seu lençol freático baixar 1,5 metro por ano, já somando 59 metro a menos nos últimos 35 anos. Eles também enfrentam junto com os Estado Unidos, Chile, Argentina e Índia a presença de pequenas quantidades de arsênico na água que levam todos os anos milhares de pessoas à morte com câncer de pele, diabetes, doenças vasculares, digestivas, hepáticas, nervosas e renais. A natureza se encarrega de evaporar a água dos oceanos, transformá-las em água doce e entrega-las a terra, porém, antes de chegar a superfície ela passa por gases tóxicos emitidos por indústrias e automóveis, depois encontra solos saturados de agrotóxicos, cidades e rios poluídos.

A ação não significa recuperação imediata, quando ela é apenas localizada e não geral os resultados são ainda menores. Precisamos urgentemente mudar nossas atitudes pois apenas com uma reversão global de valores conseguiremos evitar uma catástrofe mesmo que a longo prazo. No Brasil ainda temos muita água, mas ela não servirá de nada se estiver completamente poluída.

 

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A Responsabilidade do Homem no Planeta Criado por Deus

"Terra é o substrato material da vida e a água é literalmente sua essência uma vez que água é vida. Uma fonte de água que borbulha do chão parece estar realmente viva. Qualquer pessoa pode facilmente perceber por que ela tem sempre inspirado associações divinas.

Entender e estudar o funcionamento do solo e da água na biosfera e como esses recursos naturais podem ser bem ou mal manejados é muito mais uma necessidade do que uma curiosidade científica. Através da história de civilização, a pressão do crescimento populacional conduz à exploração descuidada dos valiosos recursos solo e água e, em algumas vezes, à sua rápida destruição. Observadores descuidados da historia podem atribuir a derrota de um império a decadência moral, ao enfraquecimento cultural, ao envenenamento ou a perda de capacidade militar, quando, na verdade, a verdadeira e mais importante causa foi o abuso e a degradação de recursos vitais como o solo e a água.

Existe hoje uma razão clara e urgente para estarmos preocupados com a adequação dos recursos solo e água para satisfazer as demandar de nossa prospera civilização. Nossa preocupação não deve ser somente a disponibilidade desses recursos mas principalmente sua qualidade. Atividades urbanas e industriais, junto com a aplicação de técnicas modernas "eficientes" de agricultura, construção, mineração e de deposito de rejeitos exercem uma pressão crescente sobre a oferta de recursos limitados como solo sadio e água de boa qualidade.

SAO NECESSARIOS MILHARES DE ANOS PARA FORMAR UM SOLO E O HOMEM TEM O PODER DE DESTRUI-LO EM POUCAS DECADAS OU EM ANOS. ASSIM, NA ESCALA DE TEMPO DE VIDA DE UM SER HUMANO, SOLO NAO PODE SER CONSIDERADO UM RECURSO RENOVAVEL, a exemplo de uma floresta, um rio, um lago ou um aqüífero.

Esses recursos não pertencem somente aqueles que são considerados proprietários nesse momento, mas também e principalmente às futuras gerações. Solo e água pertencem à biosfera, à ordem da natureza. Como uma espécie entre muitas outras espécies e como uma geração entre outras gerações que virão, não temos o direito de destruí-los.

Talvez o nosso mais precioso e vital recurso seja tão freqüentemente encontrado sob nossos pés que sequer notemos sua presença e sua importância chegando, algumas vezes, a chamá-lo de sujeira, pó ou poeira. De fato, o recurso solo é a base de toda vida terrestre e o meio purificador onde resíduos são decompostos e reciclados e onde vida é regenerada e por isto, nesse dia e em todos os dias que virão deve ser conservado."

Autor: Pedro Luiz de Freitas, Doutor em Ciências do Solo, Pesquisador da Embrapa Solos, unidade de referência estudo do solo e da água nos trópicos, Rio de Janeiro, RJ;
freitas@cnps.embrapa.br .

 

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A Questão da Gestão dos Recursos Hídricos no Brasil

A lei nº 9.433, de 8 de Janeiro de 1997, que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos , criando o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamentando o inciso XIX do art.21 da Constituição Federal, que altera o art. 1º. da lei nº 8.001, de 13 de março de 1990, que modificou a lei nº 7.990, de 28 de dezembro de 1988... Seria uma lei quase perfeita no Gerenciamento dos Recursos Hídricos no Brasil, se não tivesse quase por completo de omitirem Títulos, Capítulos e Incisos nas gestões dos Recursos Hídricos Subterrâneos e Costeiros... Só não houve a omissão plena na gestão do dos recursos hídrico subterrâneos, devido terem disciplinado nos Art.12 (estão sujeitos a outorga pelo poder publico os direitos dos seguintes usos de recursos hídricos), no incisoII (a extração de água de aqüífero subterrâneo para consumo final ou insumo de processo produtivo) e no Título II, Das Infrações e Penalidades, no Art.49 (constitui infração das normas de recursos dos hídricos superficiais e subteraneos), no incisoV (perfurar poços para extração de água subterrânea ou operá-los sem a devida autorização)...

...Que concerne aos recursos hídricos costeiros, o litoral e os mangues (regiões nas desembocaduras dos rios), talvez por se tratarem de águas salgadas e superficiais, não teve nenhum Titulo, capitulo e/ou artigo e inciso que tratasse deste assunto. Como as águas semi-salgadas dos mangues, não servissem para projetos de carciniculturas... Além da necessidade, em um futuro não muito longe, de se construírem usinas dessalinizadoras, de água do mar, para abastecimento humano, e até mesmo para irrigação de lavouras...Pois, já existem inúmeros exemplos disto no oriente médio e no país de Israel...Que aqui no Brasil, por incrível que pareça, na região sudeste, principalmente na Grande São Paulo e no Estado do Rio de Janeiro, devido aos periódicos e repetitivos (anos após anos) por apresentarem baixos níveis dos mananciais do sistema Cantareira e do Rio Paraíba do sul, mananciais estes que abastecem São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente, que num futuro bem próximo, é só questão de tempo, estes citados mananciais (Sistema Cantareira e do Rio Paraíba do sul), entrarão em colapso... Até porque é crescente a demanda de água nos grandes centros populacionais desta mencionada região sudeste, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro... Ou se usa, a dessalinização de água do mar, ou se usa, em larga escala, a água do Aqüífero Guarani, corroborando (no mínimo), no uso racional na suplementação otimizada da demanda destes referidos mananciais....

...O que se quis mostrar com isto, que a lei n* 9.433, de 8 de Janeiro de 1997, que instituiu a Política Nacional dos recursos hídricos, só se preocupou em sua essência, com os recursos hídricos superficiais, esquecendo em parte os recursos hídricos subterrâneos e costeiros...Não viram, que temos um riquíssimo lençol freático, onde o aqüífero Guarani, que segundo, alguns especialistas estimam que este mencionado aqüífero tem um volume de mais de 50 (cinqüenta) quatrilhões de metros cúbicos de água... que corresponde a muitas baias da Guanabara.. Que este citado volume, daria para abastecer uma cidade no porte de São Paulo, por mil anos. que tem uma população aproximada de dez milhões de habitantes...só para si ter uma idéia da grandeza deste mencionado aqüífero, é fonte natural de toda Bacia Platina: Rio Paraná, Rio Guaíba, Rio da Prata, além das lagoas dos Patos e Mirim...

...Temos também, nos limítrofes do Sul do Piauí, com o Norte de Tocantins e o Oeste da Bahia, um grande aqüífero, que alimenta três grandes Rios Brasileiros, que são: Rio são Francisco, Rio Tocantins e finalmente Rio Parnaíba, encravado no sertão do Piauí, e esse Rio só é perene, devido a este referido aqüífero... Pois, como se sabe, o clima do Piauí, é semi-árido, sujeito às secas periódicas.. E que uma grande parte da população brasileira não sabe, que o Recife, capital Pernambucana, estar encravado em cima de um Bolsão de água subterrânea, Apesar de já poluído, devido às poluições dos Rios Capibaribe e Beberibe, devido o Recife ser muito baixo em relação ao mar...Mas, para isto, existem as tecnologias das engenharias sanitária e ambiental... Para tratar e despoluir águas poluídas e contaminadas...Além de termos uma zona costeira de quase oito mil quilomentos de extensão, que vai do Oiapoque ao Arroio chui...E que pelo visto, o que não se dar para conceber, é que se crie uma lei para gerir os recursos hídricos brasileiros, e não se coloca pelo menos um artigo ou inciso que tratasse dos recursos hídricos costeiros...Provavelmente, talvez por não pensaram, que as águas litorâneas (do nosso Oceano atlântico), fossem possível de gerar energia elétrica, através da “força de suas ondas”...

A gestão dos recursos hídricos, não é só gerir a “demanda”, é sobretudo, de aumentar a “oferta”, obviamente, se sabe, que gerenciando a demanda, intrinsecamente, aumenta a oferta...Mas, entretanto, se precisa institui uma Política de se aumentar propriamente dito, a oferta dos recursos hídricos brasileiro. Agora vão perguntar, como? Sabe-se, que a política de açudagem e/ou de barragem, estar obsoleta e ultrapassada, por ser impactante ao meio ambiente, ou melhor, a fauna e flora, aonde se constroem obras hídricas, gerando até mesmo, conflitos agrários...Pode-se, perfeitamente, se usar a política de cisternas de placas, barragens subterrâneas e uma Política de sinergia das águas superficiais para os aqüíferos existentes, até porque, irá minimizar na evaporação deste liquido tão precioso (a água)...Evitando desta forma, que as águas das chuvas, fiquem expostas em espelhos de água ao sol, sendo susceptíveis a intensas evaporações...Só para se ter uma idéia, a evaporação em média do semi-árido brasileiro, varia entre 2.000mm a 3.000mm ao ano...

Enfim, não é à toa que a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), através da Campanha da Fraternidade de 2004, Água: Fonte de Vida, estar propondo ao Governo Federal, a reformulação da lei 9.433 de 8 de Janeiro de 1997, que institui a política dos recursos hídricos...Dando destaque também, aos recursos hídricos subterrâneos e costeiros...

DO AUTOR DO LIVRO: ÁGUA: A ESSÊNCIA DA VIDA
PEDRO SEVERINO DE SOUSA
www.aguapss.rg3.net
Email: pedrossjp@bol.com.br
João Pessoa (PB), 04 de abril de 2004.

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O Nordeste e suas Chuvas Irregulares... (No tempo e no espaço)

É de conhecimento de todos, que as chuvas no semi-árido do Nordeste do Brasil, é mal distribuída no tempo e no espaço... E que sua causa provável, talvez seja, devido a sua diversidade topográfica de sucessivas serras, planaltos e chapadas... Contrapondo a isto, existem as pequenas planícies, vales e depressões, caracterizando, portanto, a uma região de revelo heterogêneo, ou seja de altos e baixos...Contudo, se tivesse uma topografia só de planalto ou de planície, provavelmente, teria uma estação chuvosa regular. Um exemplo disto, é sobre a estação chuvosa da Amazônia, que é abundante, e estar dentro de uma imensa planície... Evidentemente, não só a planície amazônica, formou esta colossal Bacia Hidrográfica, que detém 11,6% de toda água doce superficiais da hidrosfera terrestre disponíveis ao homem. Sobretudo, devido a sua localização geográfica, por estar dentro dos trópicos, principalmente, na sua faixa equatorial, por ter verão o ano todo...

Obviamente, tem um intenso e permanente calor, suscitando uma intensa evaporação das águas de sua bacia hidrográfica fluvial (que é imensa), mais (+) a evapotranspiraçao, através da fotossíntese desta grandiosa floresta Amazônica, afora as umidades vindas do oceano atlântico, que são canalizadas neste planisfério vasto ecossistema amazônico, favorecendo as chuvas...

Porventura, alguém pergunta, se a faixa equatorial africana, é tão chuvosa, quanto na faixa equatorial amazonense? É evidente que não., A faixa tropical africana, ou melhor, a faixa equatorial,*(nunca teve), não tem e nunca terá a prerrogativa natural de ter uma imensa bacia hidrográfica, como na Amazônia, **quase totalmente coberta por água, que torna susceptível a intensa evaporação, aonde não é água, é floresta (onde é o pulmão do mundo), que também, é susceptível a grande evapotranspiração, através da fotossíntese...

Entretanto, todo continente africano, próximo ao litoral do oceano Indico, é cortado transversalmente do norte ao sul, por altos planaltos e montes, principalmente em sua faixa equatorial, onde fica o monte kilimanjaro, entre Uganda, Quênia e a Tanzânia, impossibilitando pelo visto, em parte, o avanço de massas úmidas para o interior do continente africano...E que por via de conseqüência, privando o continente africano de densas florestas, predominando as savanas africanas, que tem uma certa semelhança com o cerrado mato-grossense e a caatinga do sertão nordestino brasileiro...Privando também, de grandes bacias hidrográficas, que a grande maioria de seus rios, nascem e morrem, dentro próprio continente africano. Que dentro de pouquíssima exceção, se destaca o Rio Nilo, que nasce no Monte Ruvenzori em Uganda, atravessando o Sudão e o Egito, desaguando no Mar Mediterrâneo. Entretanto, entre os escassos recursos hídricos africanos, merece destaque o lago Vitória, o segundo do mundo, só perdendo para o lago Superior, que fica, entre o Estados Unidos (EUA) e Canadá. E mesmo assim, deve-se ressaltar, que o lago Vitória, fica em plena faixa equatorial africana, dentro do planalto dos grandes lagos, entre os Países de Uganda, Quênia e Tanzânia, e estar bem próximo a monte Kilimanjaro.

Outra região, que é duplamente beneficiada por chuvas de planície e de planalto, é o Pantanal Mato-Grossense. Por ter excelentes índices pluviométricos, e estar encostado (vizinho) a Bacia Platina, que tem vários rios caudalosos, como os Rios Paraná, Paraguai, e o Uruguai, que deságuam no Rio da Prata... Além das baias fluviais, lagos e lagoas, formando uma grande bacia hidrográfica, susceptível a uma intensa evaporação para a formação de chuva no Pantanal Mato-Grossense e até mesmo, na formação de chuvas no Planalto Central Brasileiro, precisamente nas serras do Roncador e do Caiapó, e que quase, como efeito dominó, as chuvas precipitadas sobre as referidas serras (do roncador e do caiapó), são drenadas para o próprio Pantanal Mato- grossense...

O semi-árido, ou melhor, o Polígono das Secas, compreende desde do Norte de Minas Gerais, indo até ao Piauí, incluindo até mesmo seu litoral e do Ceará, inclusive sua capital Fortaleza...

Dentro do Nordeste, só o Estado do Maranhão, estar livre do polígono das secas, devido, receber influência da estação chuvosa do Meio-Norte, precisamente do estado do Pará. Em conseqüência disto, tem uma estação chuvosa abundante, para não dizer amazônica.

Segundo o dicionário Aurélio, semi-árido, que dizer, quase seco, de pouca umidade...Dentro da climatologia, regiões semi-áridas, são regiões de poucas chuvas...E que até mesmo em ano chuvoso, são chuvas mal distribuídas no tempo e no espaço... Agora como explicar a semi-aridez e estar dentro de um polígono? Este fenômeno de secas periódicas no Nordeste, provavelmente, se justifique devido à heterogeneidade de seu revelo, de serras e vales...As sucessivas cadeias de serras, como a chapada do Araripe, que se estende de Pernambuco ao Ceará, o Planalto da Borborema, que vai desde da divisa da Paraíba, com o Rio Grande do Norte, até o extremo oeste de Pernambuco divisa com o Ceará, que se junta em cadeia com a serra do Araripe, e mais (+) a Chapada Diamantina na Bahia, fechando hermeticamente o polígono, formando o polígono das secas...Já referente, a semi-aridez no norte de Minas Gerais, é devido à conjunção das cadeias de Serras, desde da Serra da Canastra, localizada a sudoeste de Minas Gerais, com a Serra do Espinhaço (mais a leste), que por sua vez se junta à parte meridional da chapada Diamantina...

...Pelo visto, essas sucessivas cadeias de serra, planalto e chapada (Araripe, Borborema e Diamantina), em anos de El Nino, vem obstruir (barrar) em parte, a passagem das umidades trazidas pelas frentes frias e/ou massas de ar úmidas oriundas do oceano Atlântico, principalmente de Janeiro a Março, para essas regiões sertanejas e norte de Minas Gerais. E até mesmo, algumas frentes frias e as massas de ar úmidas, que quando chegam ao norte de Minas Gerais e ao semi-árido nordestino, não encontram umidade suficiente para formação de chuvas, configurando deste modo, os anos de "estiagens", ou melhor, de secas... E que, as poucas chuvas, que ocorrem nestas referidas regiões, em ano de "estiagem", ou melhor, em ano de "El Nino", são, justamente, em suas regiões serranas de planaltos e chapadas (que são os brejos do norte de Minas Gerais e os brejos nordestinos) e na sua faixa litorânea, desde do Piauí até a Bahia, exceto o norte de Minas Gerais, por não possui litoral. Talvez, por isso, explique, as irregularidades espaciais das chuvas no semi-árido brasileiro...

Gosto de citar, só como exemplo, que dentro da climatologia terrestre, existem diversas localidades e regiões, que são áridas e semi- áridas, devido a obstruções (barramentos) de correntes de umidades feitas pelas as serras, montanhas e cordilheiras para as suas regiões adjacentes e por via de conseqüência, formado deserto...Um exemplo mais palpável disto, é o deserto do Atacama no Chile, devido obstrução das umidades das correntes marítimas do Pacifico, pela Cordilheira dos Andes, que porventura, viria para este mencionado deserto chileno...

Já as irregularidades temporais das chuvas, decorrem dos anos de El Nino (de poucas chuvas) e La Nina (de muita chuva)... É bom ressaltar, que em ano de El Nino, até na Amazônia, diminui a sua umidade relativa do ar, e que em conseqüência disto, diminui seus índices pluviométricos... Mais outra razão em ano de El Nino, da semi-áridez do polígono das secas. Até porque, as chuvas formadas dentro polígono das secas, principalmente de Março até Junho, recebem influência direta das convergências de umidades intertropicais, vindas da Amazônia...

... Em suma, donde se conclui, que o El Nino e os Planaltos, as cadeias de Serras e as Chapadas, determinam a escassez de chuvas e suas irregularidades no tempo e no espaço, no semi-árido brasileiro...Na ausência do El Nino, atua o La Nina, que vem estabelecer as condições normais das estações chuvosas no nosso Semi-árido...Agora, entretanto, não vem explicar as causas, desta situação atípica dos três últimos Janeiros, de chuvas abundantes, bem acima da média histórica, principalmente em Janeiro de 2004...Alguns meteorologistas, defenderam algumas possíveis causas, dizendo que foi devido à conjunção dos sistemas atmosféricos, favoráveis a formação de chuvas abundantes, como, La Nina, frentes frias, vórtice de umidades intertropicais, etc... Não dizendo, as causas da conjunção desses mencionados sistemas atmosféricos...Quando interpelados, sobre as possíveis causas, desta "Conjunção atmosférica", disseram que as causas desta mencionada conjunção atmosféricas, foram devido ao superaquecimento das águas do oceano atlântico tropical, principalmente na sua faixa equatorial, decorrente do intenso calor do verão no mês de Janeiro no Hemisfério Sul...Ora, desde os primórdios da civilização humana, depois da invenção do calendário para medição do tempo, e obviamente, com o conhecimento da Geografia, sabe-se, que existe o calor do verão em Janeiro no hemisfério sul...Partindo, deste pressuposto, pergunta-se, por quê, só nestes três últimos Janeiros, superaqueceu as águas do oceano atlântico tropical? Será que foi por causa do aquecimento global?. Se sim, ótimo (pelo menos no mês de Janeiro) para nós Nordestinos, e péssimo, para os Sulistas, Paulistas, Cariocas e uma grande parte dos Mineiros...Até porque o aquecimento global é crescente...Consubstanciando esta premissa, se vê que, são crescentes os índices pluviométricos no semi-árido brasileiro...E, uma prova inconteste disto, são os três últimos Janeiros (2002, 2003 e 2004)... Enquanto que, no Centro-Sul, nos respectivos meses e anos, ou seja, os Janeiros de 2002, 2003 e 2004, decresceram os seus índices pluviométricos...

(*),(**)= Deve-se ressalvar, em dizer que, a faixa equatorial da continente africano,* nunca teve uma bacia hidrográfica, **quase totalmente banhada por água, como na bacia amazônica...Entretanto, se for considerar o planeta terra antes das deriva dos continentes na pangéia, continente antigo que, conforme certa teoria, era constituído pela reunião dos atuais continentes, os quais teriam surgido pela fissura do bloco original. Só depois da deriva dos continentes, que se definiu a continentalidade das regiões do planeta Terra...Todavia, não só a faixa equatorial africana, como toda superfície terrestre, era coberta por água...Uma prova palpável disto, é que no monte Everest no Himalaia, a 8.868m de altitude, encontraram fósseis de peixes... Agora, como explicar, que depois da deriva dos continentes, veio aflorar a superfície terrestre, com se encontra hoje? E essa água que cobria toda superfície terrestre foi parar aonde?... E que, segundo a hidrologia, toda massa hídrica da hidrosfera terrestre, não diminui, só muda de local...

Obviamente, com a deriva dos continentes (que existe até hoje), formou e ainda forma (considerando o tempo geológico), enormes abismo, na maioria deles, abissais, que são profundezas oceânicas, abaixo de dois mil metros e de enormes distancias de milhares de quilômetros, nesses abismos, sobretudo, entre a América do Norte e a Europa, e não menos grandioso, entre América do Sul e a África... Não entrando nos pormenores desta questão, só aí explica, para aonde foi a água que cobria toda superfície terrestre, antes da deriva dos continentes...

 

DO AUTOR DO LIVRO: ÁGUA: A ESSÊNCIA DA VIDA
PEDRO SEVERINO DE SOUSA
www.aguapss.rg3.net
Email: pedrossjp@bol.com.br
João Pessoa (PB), 25 de fevereiro de 2004.

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As Chuvas de Janeiro no Nordeste
(Segundo os Meteorologistas)

Todo final de ano, não só no Brasil e como em todo mundo, veicula na mídia televisa, escrita e falada, todo tipo de previsões, principalmente, para a Política, Economia e Meteorologia, concernente ao ano vindouro... E para nós nordestinos, sem sombra de dúvida, a mais interessante, é sobre as previsões meteorológicas. Até porque, somos eternos visionários do tempo, devido habitarmos uma região (o sertão nordestino) escassa de chuvas, exceto a região litorânea...decorrente disto, as previsões meteorológicas virou até cultura deste povo, que somos nós, sofridos, porém, fortes, já dizia Euclides da Cunha, em seu livro: Os sertões...Por habitar uma região dentro do polígono das secas.

Todavia, mesmo assim, não tira a nossa coragem de vivermos nesta região quase inóspita do sertão do Nordeste Brasileiro...Por isso mesmo, fazemos sempre profecias (previsões) de um bom ano de inverno ou melhor, de estação chuvosa, na intenção de dias melhores...

...No Nordeste, além de ter os melhores cientistas em Meteorologia, Hidrologia e áreas afins, principalmente no Ceará, até porque , na década de 80 e inicio da década de 90, neste estado, se faziam até chover, através de chuvas artificiais, bombardeando as nuvens com pó de gelo seco... E só deixaram de praticar esta tecnologia, devido o custo ser alto... Tem ainda, os meteorologistas populares, sem títulos acadêmicos, porém, de uma sabedoria e conhecimentos de previsões meteorológicas inexplicáveis ...até porque é mais fácil à meteorologia científica errar, do que a meteorologia popular (do homem do campo) falhar!... Retratando este quadro abordado anteriormente, da confiabilidade na meteorologia popular, gosto de citar a Estória contada em literatura de cordel sobre o "o burro e dois meteorologistas"...

... Eis a estória: Certa vez dois meteorologistas, foram fazer uma pesquisa de campo (in situ) no interior do estado .....Um certo dia à noite, os meteorologistas em conversa com o agricultor que lhes tinham dado estadia...Conversa vai, conversa vem...O agricultor perguntou aos meteorologistas...Será que esta semana que está em curso, choverá? (Olhe, que esta semana mencionada anteriormente, era no inicio mês de Outubro, em pleno mês de estiagem no sertão nordestino)...Obviamente, os meteorologistas, sem titubearem, responderam, dentro das nossas observações de estudo e pesquisa, não tem nenhum sinal de chuva para os próximos dias, nem mesmo dentro mês de outubro...Resposta esta, deixando o agricultor intrigado...Diante disto, disse o agricultor, provavelmente, digo para vocês, que antes de amanhecer do dia, choverá... Logo, enceraram a conversa, se recolheram e foram dormir... Surpreendentemente, na madrugada, os meteorologistas se acordaram devido a barulho de chuva...Levantaram-se, e constataram que estava chovendo...Diante deste fato real, ficaram surpresos e perplexos...Depois de tanto argumentarem e contra-argumentarem, eles chegaram ao um entendimento... No amanhecer do dia, no café da manhã, iremos perguntar ao agricultor, a sua experiência para o previsto e de fato, ocorrido...Chegando ao café da manhã, sentaram a mesa os dois meteorologistas e o agricultor...Os meteorologistas estavam ansiosos, logo, foram perguntando ao agricultor:...Qual a experiência do senhor, em fazer previsão de ocorrência de chuva tão real? Pois é... Respondeu o agricultor, continuando na argumentação e explicação da sua experiência na previsão de chuva., Falou, vocês, estão vendo aquele burro, que estar pastando debaixo daquela árvore., Sim, falaram os dois meteorologistas... Pois então, continuou o agricultor em sua explicação, no dia em que a bolsa escrotal daquele burro fica suada, é chuva na certa... E ontem à tarde, observei que a mesma estava suada. Por isso, fiz esta previsão... Diante deste fato, todos concluíram: "Mais vale um burro meteorologista, do que dois meteorologistas burros"...

As previsões e as causas possíveis das abundantes recentes chuvas de Janeiro no Nordeste, feitas e levantadas pelos meteorologistas , parece mais com esta estória do "burro e dois meteorologistas", do que com os preceitos da ciência meteorológica... Os meteorologistas, principalmente, os nordestinos (é incrível, logo os nordestinos), "estão batendo cabeças", mais perdidos do que zagueiros em pelada de futebol de várzea... Alguns afirmaram, que a causa provável para as abundantes e torrenciais chuvas ocorridas agora em Janeiro de 2004, foi motivado pela aproximação do planeta marte com a terra (de somente 56 milhões de quilômetros de distância, enquanto que a distância média mede 356 milhões de quilômetros de distância) que aconteceu em 27 de agosto de 2003...Por ter ocorrido a uma maior força de atração gravitacional mútua das matérias, entre a Terra e Marte... E para isto ser verdadeiro, resta saber se na Indonésia e Austrália Setentrional, choveu agora em Janeiro de 2004, como choveu no nordeste do Brasil... Até porque, essas mencionadas regiões (Indonésia e Austrália setentrional), sofrem igualmente os mesmos efeitos climáticos do nordeste do Brasil, decorrente do EL Nino, como se fossem irmãos gêmeos unevitelinos, até por terem, as mesmas eqüidistâncias, com o circulo polar antártico, região de formação das frentes frias no hemisfério Sul...É até um absurdo, imaginar que um fenômeno astrofísico de uma magnitude astronômica, que foi a aproximação máxima do planeta Marte com a Terra, que acontece somente em 65mil anos, em 65 mil anos...E só afetar a climatologia de uma minúscula área do planeta terra, que é o nordeste do Brasil. Se de fato, este pressuposto imaginado por alguns meteorologistas, foi verdadeiro, isto que dizer que só teremos outro Janeiro chuvoso no ano de 67004...

... Outros meteorologistas afirmaram, que foi, essencialmente, motivado pelas inúmeras e freqüentes frentes frias... E mesmo assim, não mencionaram suas causas... E se sabe muito bem, que para qualquer efeito, existe uma causa, não se conhecendo as causas, não pode formular paradigmas... E sem paradigmas, modelos e padrões, fica uma ciência sem preceitos...E o mais absurdo, é de terem afirmado que essas frentes frias vinham do pólo norte e não do pólo sul...Pois é de conhecimentos de todos, até dos leigos, que as ocorrências de chuvas, em qualquer um dos hemisférios (sul ou norte), quando formadas por frentes frias, ocorrem em seus respectivos hemisférios (a não ser, quando as chuvas, são formadas por convergências de umidades intertropicais)...Até porque, quando num hemisfério é verão, o outro hemisfério é inverno...Como agora no hemisfério norte, é inverno (de 22 de dezembro a 22 de março), no seu circulo polar ártico, aonde sua temperatura média, excede a - 40 graus Celsius negativos. Pelo visto, impossibilitando formação de frentes frias (sabe-se, que as frentes frias são formadas em estação de calor ou seja, no verão)...A não ser que tenha algumas eventuais ocorrências de atividades vulcânicas submersas nas águas do circulo polar ártico... Possibilitando a evaporação e por via de conseqüência, formando frentes frias...Entretanto, essas hipotéticas frentes frias, formadas no pólo norte, jamais chegarão ao hemisfério sul. Pois, todas elas, são dissipadas (condensadas) dentro de seu hemisfério de origem, não chegando até mesmo, atingir sua faixa equatorial. Até porque, as chuvas ocorridas nas regiões equatoriais, são freqüentes e abundantes, exemplo, Amazônia Colombiana, são formadas por convergência de umidades intertropicais, decorrente do permanente calor desta faixa intertropical, principalmente, na faixa equatorial. E não por frentes frias...

Não bastasse, outros meteorologistas, levantaram a hipótese de que as intensas chuvas, acontecidas em Janeiro ultimo, no nordeste do Brasil, não foram ocorridas pelo fato das frentes frias, e sim, decorrentes do La Nina, efeito contrário do El Nino ...Os meteorologistas justificaram que com ausência do EL Nino, vem atuar o La Nina, em toda sua plenitude, que são chuvas causadas por convergências de umidades intertropicais, decorrentes da intensidade do calor do verão no mês de Janeiro, onde atua o Vórtice (redemoinho) de convergência intertropical, que propiciou uma estação chuvosa ligeiramente acima da normalidade de Janeiro. Obviamente, não entrando no mérito da questão, entretanto, com se vê, é uma explicação incompleta... Pois, desde do início século passado em 1901, que se tem registro dos índices pluviométricos no nordeste, e não tem nenhum Janeiro de lá para cá, que teve chuvas tão intensas como Janeiro de 2004, nem mesmo em ano de La Nina...

...E, finalmente, os meteorologistas populares, através do empirismo, ou melhor, através de suas observações, no final do ano de 2003, estavam esperançosos, pois o ano vindouro de 2004, tinha a terminação 4(quatro)...E que, segundo experiência deles, todo ano que se passaram com a terminação 4(quatro), como por exemplos, 1954, 1964, 1974, 1984 e 1994, foram anos bons de inverno, ou melhor, de estações chuvosas... E que 2004, não poderia ser diferente...E pelo o jeito, estão acertando em cheio...

Diante desses pressupostos conjeturados por esses meteorologistas e a meteorologia ser uma ciência de tecnologia de ponta e ser de interesse de toda a humanidade. Torna inadmissível, que os doutores desta ciência meteorológica não sabem, as causas dos fenômenos meteorológicos ... Falam muito em EL Nino, La Nina, Frentes frias, Vórtice de convergência intertropical, entre outros... E não sabem suas causas e se sabem, não falam. Um exemplo patético é sobre o El Nino, um fenômeno atmosférico tão derteminante da climatologia terrestre e ainda não sabem suas causas...Entretanto, todos sabem, que todo "efeito tem sua causa", desconhecendo sua causa, fica difícil corrigir ou pelo menos prevenir seus efeitos...Donde se conclui, não basta só prever e mensurar os fenômenos meteorológicos...É de imprescindível necessidade se conhecer suas causas, para o discernimento do conhecimento humano. E, isto é, indubitavelmente, a função da ciência meteorológica...

DO AUTOR DO LIVRO: ÁGUA: A ESSENCIA DA VIDA.
PEDRO SEVERINO DE SOUSA
www.aguapss.rg3.net
Email: pedrossjp@bol.com.br
João Pessoa (PB), 08 de fevereiro de 2004

 

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O Nordeste e as Chuvas de Janeiro

Não se tem conhecimento (nem mesmo na literatura meteorológica) de registro de chuvas tão intensas que vêem ocorrendo nos sertões do Nordeste Brasileiro nos três últimos Janeiros ou seja, os Janeiros de 2002, 2003 e 2004.... E sim, para não ser impreciso, se tem conhecimento que em um único dia no mês de Janeiro de 1910 em Fortaleza (CE), choveu em torno de 250mm. Apesar da Capital Cearense, estar encravado dentro do polígono das secas, porém, a mesma estar localizada no litoral e na mata atlântica remanescente do Nordeste Setentrional. Portanto, com se vê, Fortaleza, e uma exceção dentro do polígono das secas do Nordeste Brasileiro. Sabe-se que a média histórica dos índices pluviométricos no Mês de Janeiro nesta mencionada Região é ligeiramente superior a 100mm. Enquanto que nos três últimos Janeiros vem chovendo em média em torno de 500mm. Índice este que corresponde a mais da metade de toda estação chuvosa nos Sertões do Nordeste do Brasil, que tem um índice pluviométrico em média de 800mm.

Agora como explicar este fenômeno climatológico tão atípico? Logicamente, talvez a ciência meteorológica ainda não tenha instrumentos e/ou parâmetros para se encontrar as causas das ocorrências tão atípicas que vêem ocorrendo nos três últimos Janeiros no Nordeste Brasileiro., Até por ser um fenômeno climatológico raro, inédito e recente. Diante disto, se sabe e muito bem, que qualquer ciência só tem eficiência, quando tem inúmeros estudos de pesquisas e extensão., E para isto se efetivar, demanda tempo...

Nos noticiários televisivos, radiofônicos e nos jornais escritos, quando noticiam previsões de chuvas para o Sul, Sudeste e até mesmo para o Nordeste, se falam muito em frentes frias... Estas tão faladas frentes frias, são formadas no circulo polar antártico, e são deslocadas para quase todas regiões Sul-americanas, exceto, as regiões equatoriais, devido ao aumento gradativo e progressivo do calor, a partir do início da primavera (22 de setembro) e vai até o termino do verão (21 de março) no Hemisfério Sul. Obviamente, a freqüência e volume destas frentes frias, que trazem em seu bojo vapor de água (alta umidade relativa do ar), são crescentes, desde o inicio da primavera até a metade do verão (05 de fevereiro). E que a partir desta data citada anteriormente, são decrescentes as ocorrências destas mencionadas frentes frias até o termino do outono e inicio do inverno (22 de Junho)...E pelo visto, a maior freqüência destas frentes frias reside justamente entre os dias 10 de Janeiro até 05 de Fevereiro, até porque é maior a incidência do calor do verão no continente antártico...E como também, devido ao buraco na camada de ozônio na atmosfera da Antártida, que possibilita, uma maior incidência dos raios ultravioletas emitidos pelo o astro rei (o sol), para o circulo polar antártico, que são extremamente quentes, conseqüentemente, aumentando ainda mais o calor do verão no Hemisférico sul...Que obviamente, aumenta ainda mais o degelo de suas calotas polares e por via de conseqüência aumenta substancialmente o volume e freqüência das frentes frias...

...Entretanto, as frentes frias por si só não formam chuvas, porém, elas auxiliam (coadjuvam) em muito na condensação e no aumento substancial do vapor da água saturado existentes pelas regiões por onde essas tão referidas frentes frias se deslocam...Aí sim, si as frentes frias encontram pré-condições, ou seja, umidade relativa do ar, alta, acima de 90%, as ocorrências de chuvas são inevitáveis. Agora a intensidade de grandeza desses índices pluviométricos, dependem muito do tamanho da massa (vapor da água) dessas frentes frias.

É de conhecimento de todos os brasileiros, que a estação chuvosa nas regiões do Sul, Sudeste e Centro-oeste, vai de 22 de setembro até 22 de março, com influência preponderante (determinante) das frentes frias e de pouquíssima influência das condições atmosféricas intertropical. E que desde a estação chuvosa de 2001 até presente data (fevereiro de 2004), vem diminuindo gradativamente os índices pluviométricos nestas citadas regiões, principalmente na região Sudeste, e especificamente em São Paulo... Não é à toa que o sistema de abastecimento de água do Alto Cutia na grande São Paulo, vem desde de 2001, em periódicos racionamentos de água. E que o sistema Cantareira, que abastece quase dez milhões de Paulistanos, chegou no inicio de Dezembro de 2003, a ter somente 1,4% do seu volume útil, quase entrando em colapso...

...Este quadro que ora se apresenta no centro-sul, principalmente no estado de São Paulo e o oeste do Paraná, desde de 2001 de "estiagem", ou seja, de diminuição gradativa dos seus índices pluviométricos... Agora em contraste a este quadro de "estiagem", como explicar as enchentes e inundações em São Paulo, Capital Paulista, na sua estação de chuvas de setembro a março?....É mais de que evidente, que qualquer Metrópole, quer seja de clima tropical, subtropical e até mesmo de clima temperado, possui seu microclima próprio. O crescimento de uma cidade, com a multiplicação de edifícios, do asfalto nas ruas e avenidas, etc. acabam por aumentar a sua temperatura média, tornando seu clima mais abafado e conseqüentemente, aumentando os índices pluviométricos desta localidade....E além do mais, as grandes Metrópoles e muitas outras cidades, são construídas literalmente dentro de Bacias Hidrográficas. E um exemplo patético disto, é justamente a cidade de São Paulo, que é cortada por dois Rios: Tietê e Pinheiro. Afora ao inchamento urbano, através do favelamento...Daí, são inevitáveis, as enchentes e as inundações...

Diante desta abordagem anterior, vão perguntar, que tem haver "estiagem" no Centro-Sul, com as enchentes nos três últimos meses de Janeiro no Nordeste do Brasil. Numa análise lógica, parece que sim. Pois, se não vejamos:

Para se entender um pouco do comportamento físico-químico dos fenômenos meteorológicos, será preciso que se adentre ao conhecimento da atmosfera terrestre. É interessante fazer uma analogia das duas principais camadas, ou seja, a Troposfera e a Estratosfera. Especificamente, a troposfera, porque todos os fenômenos meteorológicos que interferem na Terra: chuvas, umidades, ventos, nuvens, ocorrem nesta camada.

E afinal, para uma melhor compreensão da atmosfera terrestre, transcrevo aqui um pouco sua dinâmica. Até cerca de 80 km de atitude, a composição química da atmosfera é a mesma. A partir daí, diminui consideravelmente a quantidade de nitrogênio e oxigênio. A maioria dos gases concentra-se nas áreas mais baixas e vão diminuindo conforme aumenta a altitude. Nas baixas camadas da atmosfera, principalmente na troposfera, que tem uma espessura de 18 km no Equador, e nas latitudes média tem 12 km de espessura, enquanto que nos pólos tem uma espessura de 8 km. A temperatura do ar, também diminui à medida que aumenta altitude. Isso ocorre até por volta de 40 km acima da superfície terrestre, na estratosfera, onde se encontra a camada de ozônio. Nessa altitude a temperatura do ar é -100ºC negativos. Acima dessa camada (de ozônio), a temperatura, sobe novamente, até atingir 150ºC positivos nas atitudes acima de 50 km.

E, mais ainda, a atmosfera tem um comportamento (oscilação) vertical, ou seja, à proporção que a pressão atmosférica vai subindo, devido o calor provocado pelo verão, as sua camadas vão se deslocando (oscilando) mais para cima, principalmente a troposfera, a camada responsável pela formação de chuvas.

Então, como é sabido que o ciclo fechado da chuva é a interação da evaporação, como a condensação e conseqüentemente a precipitação (a chuva propriamente dita). Porém, o verão, que por um lado, provoca calor, pois é favorável à evaporação, mas pelo outro lado, aumenta a pressão atmosférica, que por sua vez, provoca o deslocamento (oscilação) da troposfera mais para cima. Em conseqüência disto, às vezes (na maioria das vezes), tira a condensação na formação de chuvas, pois o ar quente tem capacidade para conter um certo limite de vapor de água. No entanto, para que exista a condensação, será preciso que o vapor de água (umidade do ar), que está em ascensão, encontre uma camada de ar frio, como se pode observar quando se está tomando Whisky com gelo ou cerveja (estupidamente gelada), a umidade do ar do meio ambiente existente se condensa na parede externa do copo. Entretanto, o ar sendo aquecido na troposfera, através, como por exemplo, das intensas emissões de gases poluentes das industrias, fabricas e dos automóveis dos grandes centros populacionais, como, São Paulo, somatizados com o calor do verão e aquecimento global, tira essas condições... Teoricamente, o calor do verão mais (+) os gases poluentes dissipa (aquece) a massa de ar frio, na troposfera, que funcionaria como elemento condensador do vapor d'água (umidade ambiental), que estaria se saturando, deixando esta massa de ar mencionada anteriormente quente e seca. Portanto, imprópria para formação de chuva...

...Pelo visto, as freqüentes e volumosas (grandes massas de vapor de água) Frentes frias, que chegaram no centro-sul do Brasil, entre os dias 10 a 31(por ser os dias mais quentes no Hemisfério Sul) nos meses de Janeiro dos anos de 2002, 2003 e 2004, não encontraram uma atmosfera (camada de ar frio), favorável a Condensação...Sendo assim, as referidas frentes frias continuaram seus deslocamentos até encontrarem no Nordeste (até porque as emissões dos gases poluentes no Nordeste ser infinitamente menor e também ser mais distante do buraco da camada de ozônio acima da Antártida) uma atmosfera adequada para suas condensações e conseqüentemente, se precipitaram às bem vindas e abençoadas chuvas de Janeiro...

DO AUTOR DO LIVRO: ÁGUA: A ESSÊNCIA DA VIDA
PEDRO SEVERINO DE SOUSA
www.aguapss.rg3.net
Email: pedrossjp@bol.com.br
João Pessoa (PB), 01 de fevereiro de 2004.

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Poços para a captação de água

DEFINIÇÕES:

POÇO TUBULAR PROFUNDO:
Obra de engenharia geológica de acesso a água subterrânea, executada com Sonda Perfuratriz mediante perfuração vertical com diâmetro de 4” a 36” e profundidade de até 2000 metros, para captação de água.

POÇO RASO, CISTERNA, CACIMBA OU AMAZONAS:
Poços de grandes diâmetros (1 metro ou mais), escavados manualmente e revestidos com tijolos ou anéis de concreto. Captam o lençol freático e possuem geralmente profundidades na ordem de até 20 metros

TIPOS DE POÇOS:

A Figura abaixo representa esquematicamente os tipos de Poços existentes para a captação das Águas Subterrâneas:

  • Cacimba, poço raso, cisterna ou poço amazonas. Construídos manualmente. Não carece de licenciamento ou autorização governamental dos órgãos gestores.
  • Poço perfurado em rochas consolidadas ou cristalinas. Também conhecido como semi – artesiano.
  • Poço perfurado em rochas inconsolidadas e consolidadas. Pode ser chamado de Poço Misto e também semi – artesiano.
  • Poço no Aqüífero Guarani. Poço perfurado em rochas consolidadas e inconsolidadas, com grandes diâmetros (até 36”) e profundidades (até 1.500 metros). Também chamado de artesiano, jorrante ou não.
  • Poço Sedimentar, perfurado em rochas geralmente inconsolidadas. Pode ser chamado também de semi – artesiano.

Fig 9 – Tipos de Poços

Fonte: www.abas.org.br

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Renascimento do Projeto Billings
Fenômenos naturais envolvidos
Na reversão do canal Pinheiros no sistema "Vai-Vem" ou "Duas Mãos".

Introdução:

Peço licença para chamar a atenção das autoridades do Estado de São Paulo, dos colegas engenheiros, dos ambientalistas e da população que temos que fechar urgentemente as comportas da entrada do túnel nº 7 da represa de Joanópolis do Sistema Cantareira. Visitando o site abaixo, podemos constatar que a vazão de transferência é maior que a contribuição natural do rio Jaguari.

(ver: http://www.comitepcj.sp.gov.br/principal.html)

Temos que recuperar urgentemente o nível desta represa para manter úmida o fundo da mesma. Hoje, mesmo com as generosas chuvas que têm caído nos últimos dias, o seu nível se encontra com ~7% negativos!!!

A recuperação do nível desta represa é de fundamental importância para o funcionamento do Sistema Cantareira. Considero que vale qualquer sacrifício na busca deste objetivo.

Toda a estrutura para a operação proposta já existe e se encontra ociosa hoje. Esta estrutura está sob a administração da EMAE.

Como medida de emergência proponho a realização de uma experiência revertendo o rio Pinheiros no sistema "Vai-Vem" ou "Duas Mãos".

Se bem sucedida a experiência, será possível aproveitar na sua totalidade as águas pluviais da RMSP, hoje simplesmente desperdiçada, para encher a represa Billings e desta transferir para a represa Guarapiranga.

Relembrando (1):

Considero que estão configuradas as cinco situações de emergência abaixo relacionadas, simultaneamente, portanto, esta proposta está atendendo a nossa Constituição Estadual na questão da reversão do Rio Pinheiros.

1- Risco iminente de falta de água agora e nos próximos anos. Devemos levar em consideração que demorou mais de 5 anos para encher as represas do sistema Cantareira , nos anos 70, época em que a RMSP ainda não consumia tanta água.

2- Uma grande parte da população paulistana corre sério risco de saúde devido aos gases mal cheirosos emanados pelos rios Pinheiros e Tietê, desde a capital até a região de Laranjal Paulista.

3- Parte dos gases acima referidos compõe os temidos gases efeito estufa, portanto, podemos estar contribuindo com a degradação ambiental do nosso planeta.

4- Podemos estar perdendo muita água por ação microbiana, devido a falta de uma maior biodiversidade fitoplanctônica, não só nos rios Pinheiros e Tietê mas, em todos os corpos d`águas poluídos do nosso Brasil.

Ver: http://www.tratamentodeagua.com.br/informativos/acervo.php?chave=71&cp=est

5- Os rios poluídos que cortam a RMSP constituem-se, hoje, num empecilho para a retomada do crescimento econômico de todo o Brasil, uma vez que a RMSP sempre foi e sempre será o centro nervoso da economia brasileira. O quadro atual da poluição do Rio Pinheiros e do Rio Tietê atrapalham, por exemplo, o desenvolvimento normal da economia paulistana, entre eles, o setor do turismo.

A questão das enchentes:

Apesar das autoridades dos Recursos Hídricos do estado de São Paulo afirmarem que diminuiu as enchentes na RMSP, após o início das obras de alargamento e aprofundamento do canal Tietê, as reportagens aéreas, ao vivo, realizadas pelas redes de TV em 2001, 2002 e 2003 mostram o contrário. Houve enchentes em quase toda a RMSP nesses anos.

Na verdade, o que não houve foi apenas o transbordamento do rio Tietê no trecho da Marginal.

Vale ressaltar que a reversão proposta vai resolver também a questão das enchentes, uma vez que, na proposta estou sugerindo manter a cota das águas do rio Tietê, no trecho da marginal, cerca de 2 a 3 metros abaixo da cota máxima de transbordamento, diminuindo assim a possibilidade de enchentes em todas as microbacias, mantendo sempre livre a saída dos afluentes do Tietê. Hoje, em períodos de chuvas fortes, quando as águas chegam próximo da cota máxima de transbordamento, dificultam a saída das águas dos canais afluentes que deságuam no rio Tietê, trecho da marginal. Esse problema foi possível ser observada na última temporada de chuvas, causando, por exemplo, enchentes na região do rio Tamanduateí e Canal Aricanduva.

Como alcançar este objetivo - Basta, em dias de chuva forte, iniciar a reversão mais cedo, ou seja, assim que as águas do rio Tietê começarem a subir e se aproximar do nível acima relatado.

Esta foto foi tirada a montante da Usina Traição, em Janeiro/2003. No dia anterior, havia chovido bastante e a EMAE atendendo as diretrizes do DAEE efetuou a reversão, por poucas horas, para evitar o transbordamento na região da marginal Tietê. Foi umas das poucas reversões realizadas na última temporada de chuvas fortes pela EMAE.

Graças a presença da terra na forma coloidal e ao crescimento rápido e fabuloso das algas douradas e dos fungos aquáticos há essa mudança de cor repentina. No dia anterior, todos os rios escuros e poluídos da capital tinham-se alterado para esta cor castanho avermelhada.

Com apenas algumas horas de reversão foi possível obter esta mudança para melhor significativa nas águas do rio Pinheiros que todos conhecem. A emanação de gases é interrompida instantaneamente.

Se fosse dada continuidade à reversão a plena potência, por exemplo, por mais 24 horas, o volume aduzido para a Billings poderia ter sido de aprox. 40 milhões de m³ !!!

Relembrando (2):

Vejam a qualidade da água que é extraída da Bacia do Piracicaba e é transferida para a RMSP:

Saída do túnel 6, represa do Atibainha, Outubro/2003

Vejam como ficam essas águas após o seu uso pela RMSP:

Pirapora, Rio Tietê, foto cedida por Hugo da Imprensa de Pirapora - Abril/2003

A fotos abaixo do rio Jaguari mostram a qualidade das águas que a região da bacia do Piracicaba usa e recicla, não só em épocas de estiagem, mas durante todo o ano.

Chegou a hora também da RMSP reciclar as águas que usa. Confiamos em Deus Natureza para a reciclagem do ar que respiramos e para a reciclagem dos alimentos que comemos.

Por que não confiarmos no mesmo Deus Natureza para reciclarmos as águas que usamos? As cidades da região da bacia do rio Piracicaba já vêm confiando no Deus Natureza há muito tempo.

Para confirmar o que estou descrevendo, por favor, analisem os relatórios da Cetesb do ano 2002, nos seguintes sites:

Rio Atibaia, captação de Sumaré, perto do Mini-Pantanal, http://www.cetesb.sp.gov.br/Agua/rel_aguas_int_2002/Dados%20Qual%20%C1gua/UGRHI%2005%20-%20Piracicaba,%20Capivari%20e%20Jundia%ED/Rio%20Piracicaba/atib02800.html

Rio Piracicaba, Captação de Piracicaba, observar OD, Cor e Coliformes http://www.cetesb.sp.gov.br/Agua/rel_aguas_int_2002/Dados%20Qual%20%C1gua/UGRHI%2005%20-%20Piracicaba,%20Capivari%20e%20Jundia%ED/Rio%20Piracicaba/pcab02220_pagina2.html

Rio Piracicaba, no ponto de captação de água de Americana, Bairro Carioba, http://www.cetesb.sp.gov.br/Agua/rel_aguas_int_2002/Dados%20Qual%20%C1gua/UGRHI%2005%20-%20Piracicaba,%20Capivari%20e%20Jundia%ED/Rio%20Piracicaba/pcab02100_pagina2.html

Os fenômenos naturais envolvidos:

Hoje, as águas da represa Billings e do rio Pinheiros apresentam-se com pouco movimento, constituindo-se então, em praticamente duas grandes lagoas de estabilização. Dessa condição resulta em dois corpos aquáticos poluídos que todos conhecemos.

Represa Billings, próx. a Usina Pedreira, Outubro/2003. Observem a enorme quantidade lixo acumulado nas margens e a coloração verde pastosa da floração de cianofíceas. Com a reversão no sistema "Vai-Vem", pretendo provocar uma maior movimentação nas águas dos dois corpos aquáticos poluídos criados pelo homem.

Do movimento e mistura decorrentes do lançamento da massa de água verde da Billings sobre a massa de água preta do rio Pinheiros resultará em melhoria da qualidade, instantânea, da água nos dois corpos aquáticos. A melhora continuará acontecendo desde que o movimento das águas continue ocorrendo.

Sem a adição de nenhum produto químico, somente os fenômenos naturais, físico, químico e biológico criados por Deus Natureza permitem tal proeza.

A reversão proposta vai provocar no rio Pinheiros turbulência e maretas em suas águas resultando em:

--- Maior penetração da luz solar na coluna d`água com a quebra do escudo anti-raios UV natural das cianobactérias.

--- O item anterior vai permitir a ocorrência da fotossíntese mais intensa nos dois corpos aquáticos.

--- Vai permitir o aparecimento e o estabelecimento de uma maior biodiversidade de fitoplânctons e zooplânctons.

--- A mistura das duas águas com pHs diferentes vai provocar as trocas iônicas resultando em uma mudança de cor instantânea para uma cor mais agradável e na depuração natural das águas poluídas do rio Pinheiros.

---- A presença do oxigênio vai propiciar também a depuração natural das águas do rio Pinheiros. O oxigênio é mortal para os organismos anaeróbios e patógenos. A sua presença causa morte súbita desses organismos. Portanto, a intensa atividade fotossintética vai acrescentar mais oxigênio às águas da Billings que já vem com um bom índice de oxigênio dissolvido. A intensa agitação das águas também acrescenta oxigênio à mistura das duas águas, portanto, a depuração natural por oxigenação está garantida.

--- Com a constante e intensa movimentação das águas no rio Pinheiros (o movimento será um pouco menor na Billings, mas bem maior do que ocorre hoje), partículas coloidais finíssimas de terra (areia, silte e argila) e de detritos orgânicos permanecerão sempre em suspensão. Isto vai permitir o aparecimento e estabelecimento de colônias de microorganismos do reino fungi e protista. Os fungos aquáticos necessitam de substratos para o seu crescimento. Entre as algas douradas temos as belíssimas diatomáceas que necessitam de sílica (terra) para construir as suas carapaças. Todos esses organismos são mais pesados que a água e não têm função locomotora, portanto, logo se precipitam ao fundo se não houver movimento nas águas. Os microorganismos do reino fungi e protista são vorazes consumidoras de poluentes orgânicos já decompostos ou não e de detritos.

--- A proposta favorece também o aparecimento e estabelecimento de organismos do reino plantae, entre eles, as algas verdes, vorazes consumidoras de húmus. Tudo leva a crer que esteja ocorrendo o fenômeno natural da humificação, hoje, nos rios poluídos como o rio Pinheiros, ou seja, esteja ocorrendo uma intensa decomposição sobre decomposição. Formando-se então o húmus que têm coloração natural marrom, parda ou preta e que deixam as águas com a coloração desagradável que todos nós conhecemos. Os microorganismos que promovem a humificação também têm essa coloração, inclusive, algumas cianobactérias.

--- O intemperismo das rochas tem um papel importante na depuração natural importante a desempenhar na presente proposta. É tão importante que este item e o anterior merecem um artigo à parte.

Resumindo, contando com:

--- maior penetração de luz solar,

--- fotossíntese mais intensa,

--- maior biodiversidade de fitoplânctons e de zooplânctons,

--- trocas iônicas,

--- oxigenação,

--- microorganismos do reino fungi e protista,

--- reino plantae - algas verdes e

--- intemperismo das rochas decorrentes da movimentação e mistura das duas águas, será realizada uma depuração natural nas águas do rio Pinheiros, antes de sua reversão.

É possível constatar estes fenômenos na parte baixa da própria Usina Elevatória de Pedreira. Como há pequenos vazamentos de água da Billings pelas turbinas da usina, as suas águas se encontram alteradas junto aos seus respectivos canais. As águas do rio Pinheiros de coloração preta recebendo, constantemente, um pouco de água da Billings se encontram verdes próximo à barragem. Isto é constatado no item coloração do relatório da qualidade das águas da Cetesb.

Ver: http://www.cetesb.sp.gov.br/Agua/rel_aguas_int_2002/Dados%20Qual%20%C1gua/UGRHI%2006%20-%20Alto%20Tiet%EA/Alto%20Tiete%20-%20Zona%20Metropol/pinh04100.html

Notem também como melhoram os índices de oxigênio dissolvido e os indices de coliformes fecais.

Outro ponto onde observou-se esses fenômenos foi na obra que está sendo realizado pelo DAAE na barragem do braço Ponunduva da represa de Pirapora:

Início das obras. Barragem para formação da ensecadeira. Out/2003.

Observem as águas poluídas, pretas e com forte emanação de gases.

Nov/2003. Notem como mudou cor da água para verde após o inicio do rebaixamento da água da ensecadeira.

Nov/2003. A presença de terra na forma coloidal é fundamental na depuração de águas poluídas. Junta-se a esse fato o escoamento das águas verdes do outro lado da barragem, resultado do sobe e desce das comportas da barragem de Pirapora.

Nov/2003 Braço Ponunduva. As águas verdes deste lado invadem o outro lado quando o nível da represa de Pirapora desce. No caso inverso, as água pretas invadem este braço quando o nível sobe. Esta obra está sendo realizada para evitar a entrada de água poluída. As águas do outro lado só não melhoraram mais porque foi aplicada alguma coisa parecida com herbicida na tentativa de se eliminar com os aguapés tipo Pistia que cobria este braço da represa. Hoje, felizmente, a Pistia voltou a se regenerar e a cobrir a represa. O que estou defendendo é um manejo dos aguapés para que ela não cubra toda a represa. Estou defendendo também que em corpos aquáticos não se aplique herbicida em hipótese alguma. A maior parte dessas pequenas e pobres garças brancas devem ter morrido, pois se alimentaram de insetos aquáticos que morreram junto com os aguapés. Hoje é menor a presença dessas aves.

Reflexos:

Caso seja bem sucedida a experiência proposta e adotado como definitiva esta solução, poderá resultar nos seguintes reflexos positivos:

--- Início do Renascimento do Projeto Billings,

--- Início da despoluição do rio Tietê,

--- Redução gradual do passivo ambiental (lodo) nos dois corpos aquáticos,

--- Estará dado um grande passo para garantir água para a RMSP, por mais 50 anos ou mais, a custo zero, basta reformularmos um pouco as obras já contratadas para o rio Tietê, trecho da marginal. Os recursos economizados poderiam ser destinados para a área sócio-ambiental,

--- A presença de uma maior biodiversidade planctônica permitirá a emissão pelos mesmos de uma grande quantidade de DMS para a atmosfera, aumentando assim a probabilidade de chuvas na região sudeste, em especial, aqui na RMSP e na Baixada Santista.

--- Em breve a EMAE poderá produzir energia elétrica a plena carga em suas usinas hidroelétricas. Isso vai poupar divisas na construção de novas hidroelétricas, ajudando assim a economia do Brasil. Esse item vai auxiliar também na maior movimentação das águas da Billings,

--- A água destinada para Henry Borden poderá voltar na forma de aumento do índice de chuvas devido ao efeito DMS (dimetil sulfeto) na bacia do rio Cubatão,

--- Estará dado um grande passo para resolver o problema da cunha salina em Cubatão, Baixada Santista,

--- Aumento de oferta de água doce, vai colaborar com a despoluição das águas da Baixada Santista e

--- Melhoria na qualidade do ar em toda a RMSP devido a redução da emissão dos gases efeito estufa pelos rios poluídos.

Conclusão:

Temos que reconhecer. Não soubemos acumular as águas da última temporada de chuvas do começo deste ano 2003, principalmente nos reservatórios do Sistema Cantareira, Billings e Guarapiranga. Não podemos repetir o mesmo erro, nesta temporada de chuvas fortes que está se iniciando.

A operação proposta já ocorre, naturalmente, em pelo menos dois locais de grande porte: represa de Americana com suas águas verdes como a Billinggs que recebe a enorme carga de poluentes da RM de Campinas e na represa de Barra Bonita, braço Tietê que recebe toda poluição, parcialmente depurada, da RMSP, da bacia do rio Jundiaí, da bacia do rio Sorocaba (Médio Tietê) e da bacia do rio Capivarí.

Ocorre também dentro da própria represa Billings e Guarapiranga que recebem esgoto não tratado das áreas de mananciais ocupadas irregularmente. Basta visitar a represa Billings e o Guarapiranga para constatar o fato. As algas azuis detonam os poluentes orgânicos.

A liberação das águas da Billings ("Vai") será gradativa, por ex., poderíamos começar liberando no "Vai" 100.000 m³ a 10 m³/seg e revertermos no "Vem" 150.000 m³ a 20 m³/seg logo em seguida. Mantendo-se o mesmo volume de descarga do "Vai" anterior a segunda reversão no "Vem" poderia ser de 200.000 m³ a 25 m³/seg e assim gradativamente aumentando o volume aduzido e sua respectiva vazão de recalque nas próximas operações até que a mancha de cor alterada avance e chegue à Usina Traição. Lembrando que a capacidade da Usina Elevatória Pedreira é de 390 m³/seg !!! (ver site da EMAE). É evidente que serão necessárias várias operações experimentais para se encontrar os volumes e vazões ideais que vai variar em função do tempo gasto para o crescimento dos organismos envolvidos.

Este trabalho não tem a mínima pretensão de se comparar a um trabalho científico. É uma simples manifestação de pensamento na tentativa, voluntária, de colaborar com a melhoria do nosso meio ambiente e resolver o grave problema dos recursos hídricos.

Estou a disposição de todos para prestar esclarecimentos.

Massao Okazaki Eng. Civil

Volunt. Sócio-ambiental - e-mail: aguape.guaru@uol.com.br

Apenas para registro: membro do Comdema de Jundiaí/SP

Favor perdoar os erros gramaticais.

Fontes consultadas:

Todas do artigo anterior "Renascimento do Projeto Billings/ Uma questão de Justiça" e mais:

DMS e a formação de chuvas: Serra de Bodoquena, Helcias B. de Pádua, Palestra 2003

Poluição da água 22/11/2003 resumo geral http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./agua/doce/index.html&
conteudo=./agua/doce/click/poluicao_agua.html

Fungos e bactérias são usados para despoluição 28/11/03
http://www.saneamentobasico.com.br/noticias/noticiasdefault.asp?Id_Noticias=19411

O ataque microbiano contra as áreas contaminadas
http://www.quimica.com.br/revista/qd389/biotecnologia1.htm

Microorganismos que assimilam o enxofre, anaeróbios e aeróbios:
http://danival.org/archaea/archaea_50_temp.html

Bactérias e Cianofíceas: Cttmar Univali
http://www.cttmar.univali.br/~rorig/download/plancton_aula04.pdf

Microorganismos Prof. Paulo Eduardo Moretti
http://www.fam.br/microrganismos/index_b0.htm
(metabolismo)
http://www.fam.br/microrganismos/index_b0.htm
(nutrição)
http://www.fam.br/microrganismos/index_0.htm

Biotratamento de Águas Residuárias e resíduos Sólidos
http://www.bdt.fat.org.br/publicacoes/padct/bio/cap9/3/rosbio.html

Nitrficadoras nas plantas aquáticas e rochas - espanhol
http://danival.org/micromar/mm_210_nitrogeno.html

Sobre adsorção de poluentes tóxicos:

-www.sbq.org.br.pdf - Caract. Química e Física de Turfa Litor. e Aval. da Adsorção Compet. por Cobre e Zinco. - Quim. Nova, vol.24 nº 1

Agenor P B Lamim - Depto Química- UFJF- Juiz de Fora/MG

Cláudio P Jordão, et al -Depto Química- UFV - Viçosa/MG

-www.vivaciencia.htm - Argila pode ser utilizada como adsorvente de resíduos industriais - Agência USP - 21/08/2002

-www.lapes.ufrgs.br/laboratorios/ltm/ltm.html - Remoção de Metais Pesados por Sorção em Subproduto do Benef. do Carvão. C.A. Costa, et al- UFRGS.

-www.lapes.ufrgs.br/laboratorios/ltm/teses/doutl/htm - Biossorção de Metais Pesados com a Biomassa de Macrófitos Aquáticos. Eng. De Minas Ivo A H Schneider.

-Argila pode ser utilizada com Adsorvente de Resíduos Industriais - Agência USP - 21/08/03 - Site Viva Ciência

-Intemperismo - Site Geologia Geral -2002 Cruzeiro do Sul.

-www.meioambiente.pro.br/arpoador.htm - Intemperismo e erosão atuantes no Arpoador.

-Revista Methodus da Univ. Estácio de Sá - RJ - Aplic. de Microorganismos no Tratamento de Resíduos: Remoção de Metais Pesados de Efluentes Líquidos.

Luciana M. S. Mesquita -Doutoranda em Eng. Química da PUC-RJ.

-Dinâmica e Modelagem da Matéria Orgânica do Solo com Ênfase ao Ecossistema Tropical- Húmus.

Liliane de M. Vaz da Silva e Antenor Pasqual - FCA/UNESP - Botucatu/SP.

-www.hydor.eng.br/htm - The World of Hidroponicus - Eu Sou o Húmus.

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